sábado, 3 de janeiro de 2026

DOIS ESPÍRITOS? 12 ANOS???

 



QUANDO A CIÊNCIA É TOMADA DE ASSALTO POR DEMÓNIOS E POR CRENÇAS INDÍGENAS 

Um novo ensaio clínico do NHS britânico, chamado Pathways, conduzido pelo King's College London e com o custo de cerca de 10,7 milhões de libras, planeia administrar bloqueadores da puberdade a mais de 200 crianças e jovens entre os 10 e os 15 anos com incongruência de género. 
O estudo visa avaliar os efeitos destes medicamentos no bem-estar físico, emocional e social, após a revisão da Drª Hilary Cass (2024) ter concluído que as evidências para o seu uso eram "notavelmente fracas", levando a uma proibição indefinida fora de contextos de investigação. 
No questionário do ensaio, será perguntado a participantes com 12 anos ou mais qual é a sua "identidade de género", com opções que incluem "dois espíritos" (two spirits) – um conceito tradicional de algumas culturas nativas americanas que descreve pessoas com espíritos masculino e feminino. Outras etiquetas incluem cisgénero, transgénero, não binário, agénero, género fluido e género queer. 
Críticos, como Maya Forstater (da Sex Matters), consideram a inclusão de "dois espíritos" um sinal de viés ideológico, argumentando que o termo é culturalmente específico e inadequado para crianças britânicas, revelando uma base científica "pouco séria" e ligada a conceitos patriarcais históricos de "terceiro género". 
Ex-funcionários do Tavistock (Susan e Marcus Evans) pediram a suspensão imediata do ensaio, denominando-o como "superficial e prejudicial" devido aos riscos elevados. 

O Departamento de Saúde defende o estudo, afirmando que tem "medidas de segurança robustas". Apesar da proibição geral imposta por Wes Streeting, o ensaio foi recomendado pela revisão Cass para gerar evidências mais sólidas. 

Este tema é altamente controverso: defensores vêem o ensaio como necessário para esclarecer benefícios e riscos; opositores alertam para potenciais danos irreversíveis e questionam a ética e o desenho do estudo. 

As reacções não se fizeram esperar, mas, infelizmente, a ideologia e os ideólogos criminosos farão mais vítimas, baseados, não na ciência, mas, imagine-se, em crenças indígenas. 10,7 milhões de libras - pagos com o dinheiro suado dos impostos de quem trabalha - foram gastos num estudo, feito à medida dos transactivistas, para mutilar mais crianças, mais pessoas confusas, doentes e fragilizadas.




A segunda notícia vem tentar deitar água na fervura, dizendo que as crianças, sozinhas, não poderão decidir, mas precisarão da aval dos pais... Isso não devia tranquilizar ninguém, pois o que não falta por aí são pais alucinados, activistas, sedentos de protagonismo, que usam os filhos para satisfazer as suas próprias insanidades. 

 A PERGUNTA É: ATÉ QUANDO CONTINUAREMOS A PERMITIR QUE, TAMBÉM NESTE CANTINHO À BEIRA-MAR PLANTADO, SE CONTINUEM A MUTILAR CRIANÇAS?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

ESTE ANO HÁ MAIS

Por: Marisa Antunes 

Falar em vitórias contra o banditismo ideológico será sempre redundante enquanto crianças e jovens continuarem a passar por transições-relâmpago em Portugal. As vitórias acontecerão quando surgirem processos judiciais contra quem causa dano irreversível a estes miúdos, à semelhança do que já acontece nos outros países. Ainda assim muita coisa aconteceu de positivo, o que vai dando algum ânimo a quem tem o coração no sítio certo e a cabeça sã, a pensar de forma racional. Eis alguns dos pontos a destacar:

  • 2025 começou de feição com a retirada do manual Direito a Ser nas Escolas, da lavra de João Costa & Lda. 
  • Em Abril, a Provedoria da Justiça concordava com um pedido da associação SALL e pedia a inconstitucionalidade da lei contra as terapias de conversão, uma vitória da racionalidade tendo em conta o que esta tem significado para mts jovens descompensados - verem os seus auto-diagnósticos serem validados em minutos por médicos e psicólogos que temem ver a sua licença suspensa por suposta denúncia de 'terapia de conversão'. Inexplicavelmente, o pedido da então provedora e atual ministra da Administração Interna, ainda aguarda resposta do Tribunal Constitucional.
  • O ímpeto do jornalismo woke que nos últimos anos passou a vida a promover a narrativa trans com efeito devastador numa parte da juventude portuguesa, está a refrear. A multiplicação de influencers com milhares de seguidores nas redes sociais, partilhando publicamente o que os jornalistas com assento nas redações (incluindo a Lusa) escondem, ajudou a inverter posições - hoje é esta gente woke que é vista justamente como insensível por não mostrar o outro lado das transições de género. O efeito estendeu-se a instituições transativistas como a Ordem dos Psicólogos que descobriu que é feio chamar às mulheres, 'pessoas que menstruam", ou a network de Empreendedorismo 'Bora Lá Mulheres' que também incluía na sua rede "pessoas que se identificam como Mulheres"...
  • Nos tempos pós-wokismo, lançaram-se livros de alerta como o "Ideologia ou Ciência", de Maria Helena Costa ou as "Guerras culturais e as ameaças woke", de Francisco Henriques Silva.
  • Setembro trouxe-nos uma notícia boa: Sandra Ribeiro, a então presidente da CIG, foi afastada! Yes!!
  • Também se começa a desmoronar a afronta da inclusão de homens nas cadeias femininas...
  • E a grande novidade? A petição contra a ideologia de género, lançada pela 'influencer' Francisca Silva Zacarias, que conseguiu em 4 dias as assinaturas que obrigam a AR a reanalisar a lei da autodeterminação de género.
  • Portanto, um aviso às criaturas transativistas: os Pais estão a organizar-se.
Eles denunciam nas redes sociais e nas reuniões de câmara os professores que atraiçoam os miúdos e os médicos que lhes destruíram os filhos (como têm feito os pais do Jet)*. Vão às marchas pelas crianças, reclamam de programas ideológicos na RTP e mt mais.

Não subestimem os Pais, eles vão continuar por cá.
Até 2026!

* https://lnkd.in/eZG-vecw


"Estamos Todos a Improvisar": Os Perigos das Práticas da WPATH na Transição Médica de Crianças e Adolescentes

 

Com base em vídeos internos exclusivos obtidos pelo TheFree Press a partir de conferências fechadas da WPATH (Associação Mundial de Profissionais para a Saúde Transgênero), fomos confrontados com uma realidade alarmante: médicos e especialistas em medicina de género admitem, em particular, realizar intervenções experimentais, sem base científica sólida, em jovens vulneráveis — incluindo crianças e adolescentes — muitas vezes orgulhando-se de "improvisar" para atender a desejos estéticos ou identitários, mesmo que isso implique riscos graves como infertilidade permanente, perda de função sexual e arrependimento futuro.

Um dos casos mais chocantes é o de Sky, um jovem de 18 anos recém-saído do ensino secundário, descrito pela assistente social Amy Penkin, do Programa de Saúde Transgénero da Oregon Health & Science University (OHSU). Sky, que se declarava assexual e sem qualquer desejo sexual futuro, queria uma cirurgia de "nulificação" genital — remoção completa dos genitais externos para se parecer "com uma Barbie lá embaixo", eliminando toda a sensação erógena.

Penkin destacou que pedidos por procedimentos "não binários", como nulificação ou vaginoplastia com preservação peniana, estão a aumentar, especialmente entre jovens. No entanto, os padrões existentes não os cobrem adequadamente, forçando os profissionais a "dar um passo adiante" e evoluir além das evidências científicas para satisfazer os pacientes.

A psicóloga Mair Marsiglio, colega de Penkin, reforçou essa abordagem ao defender que o papel do profissional de saúde mental deve ser de "colaborador", não de "controlador". Isso significa não excluir pacientes com graves problemas mentais — como transtorno de personalidade múltipla ou psicose — de cirurgias de redesignação sexual, mesmo que a equipa se sinta desconfortável. Para Marsiglio, o foco é ajudar o paciente a "navegar pelo sistema" para obter procedimentos arriscados ou inéditos. No caso de Sky, bastaram duas rápidas cartas de apoio de saúde mental para aprovar a castração, ilustrando como barreiras mínimas são contornadas em nome da "afirmação de género".

Essas revelações surgiram de um processo judicial no Alabama (Boe v. Marshall), onde defensores da transição médica citaram a WPATH como autoridade inquestionável. No entanto, documentos descobertos expuseram práticas graves:

·         a organização suprimiu revisões sistemáticas que concluíam não haver evidências confiáveis para benefícios de hormonas e cirurgias em menores;

·         ignorou conflitos de interesse (médicos beneficiados financeiramente a redigir as guidelines);

·         e removeu idades mínimas para intervenções por razões políticas.

Esses escândalos foram reportados por veículos como The New York Times, The Economist e The BMJ.

Nas conferências internas da WPATH e USPATH, osprofissionais falam abertamente de forma diferente do que apresentam ao público. Eles admitem pressionar as famílias com o mito do suicídio iminente se a transição for negada, e dar falsas garantias de segurança, ignorando efeitos colaterais como: infertilidade, osteoporose e riscos oncológicos.

Um exemplo é o caso composto apresentado pela endocrinologista pediátrica Hayley Baines, da OHSU: um menino de 13 anos não-binário que queria seios, mas que também queria preservar função genital. Ao saber dos riscos para a fertilidade e para a erecção, respondeu "c'est la vie", enquanto o responsável (também não-binário) chorava pela impossibilidade de vir a ter netos biológicos. Baines enfatizou que é necessário adaptar os tratamentos aos "objetivos de corporeidade" do paciente, mesmo que não haja protocolos claros.

A versão 8 dos Padrões de Cuidado da WPATH (2022) introduziu capítulos sobre "Não-binário" e "Eunucos", ampliando drasticamente o escopo. Não-binário abrange qualquer senso interno em desacordo com o que é normal, incluindo identidades como bigénero, agénero ou até inspiradas em personagens fictícios como Frank-N-Furter de Rocky Horror.

Estima-se que 25-50% dos jovens trans se identifiquem assim. Já "eunucos" reformula a castração histórica (preservar e desenvolver vozes agudas (soprano, contralto)) como identidade de género válida, presente desde a infância, com causas incluindo fetichismo ou desconforto com os genitais.

Palestrantes como Thomas Johnson e Michael Irwig discutiram como atrair mais cirurgiões para castrações, usando as guidelines para se proteger contra acusações de "rebeldia" ou perda de licença.

O cirurgião Thomas Satterwhite relatou ter realizado "um número considerável" de castrações e procedimentos não convencionais, superando quaisquer dúvidas iniciais.

Uma profissional de Utah confessou: «Sinto que estamos todos a improvisar... Mas talvez possamos improvisar juntos», propondo um "painel do Pinterest" de opções cirúrgicas.

Essas práticas representam perigos profundos para crianças e adolescentes. Muitos pacientes são vulneráveis: há um aumento explosivo de adolescentes (principalmente meninas) sem histórico infantil de disforia, frequentemente com comorbidades como autismo, depressão ou trauma. O Protocolo Holandês original, base da transição pediátrica, nunca foi rigorosamente testado e visava apenas "conformidade" estética. Hoje, evoluiu para priorizar a "euforia de género" e a "transfiguração criativa", tratando o corpo como uma "obra de arte" a ser moldada, sem necessidade de evidências de melhoras em saúde mental.



Profissionais admitem que identidades de género em jovens são fluidas e podem mudar, mas avançam com intervenções irreversíveis como bloqueadores de puberdade (que comprometem o desenvolvimento ósseo e cerebral), hormonas cruzadas (doses massivas que causam riscos cardiovasculares e cancro) e cirurgias (mastectomias e faloplastias em adolescentes, genitais alterados).

O risco de arrependimento/destransição é minimizado pela WPATH, que afirma que é "raro", apesar dos crescentes relatos de detransitioners que têm vindo a processar as clínicas e os “profissionais de saúde” por falta de avaliação adequada e informação sobre riscos.

Leighton Seal, endocrinologista, admitiu a falta de dados de resultados para procedimentos não-binários, recomendando equipas multidisciplinares apenas para protecção legal contra arrependimentos futuros. Isso expõe o carácter experimental: sem aprovação ética formal, sem pesquisa estruturada, médicos "desviam-se das directrizes" para satisfazer desejos, realizando mutilações permanentes em crianças sem justificação médica sólida. O paradigma actual relegou as avaliações psicológicas rigorosas, outrora padrão, para segundo plano.

Jess Guerriero, da OHSU, defendeu "desafiar activamente" normas binárias e priorizar autenticidade sobre assimilação. Até Annelou de Vries, pioneira holandesa, agora argumenta ir além da "lógica da melhoria" comprovada.

Esses perigos são agravados pela pressão ideológica: famílias coagidas, jovens confusos afirmados sem questionar comorbidades. Revisões independentes (Europa, relatório HHS dos EUA sob Trump) concluem que as evidências de benefícios são fracas ou inexistentes, com argumentos éticos contra a (violação de "não causar dano").

Apesar do amplo apoio público contra a transição médica em menores (mais de 70% dos americanos, incluindo democratas), a WPATH insiste nos "cuidados afirmativos" como "baseados em pesquisas rigorosas", prometendo lutar por acesso irrestrito.

Resumindo: os vídeos internos da WPATH expõem uma medicina de género que, atrás de portas fechadas, celebra a improvisação experimental em corpos jovens, priorizando desejos subjectivos sobre evidências e segurança. Isso coloca crianças em risco de danos irreversíveis — infertilidade, disfunção sexual, arrependimento crónico — sem safeguards adequados, configurando uma crise ética grave que demanda escrutínio urgente.

Aqui, neste cantinho à beira-mar plantado, os transactivistas… Ups! Desculpe… “profissionais de saúde” que seguem as directrizes da WPATH, continuam a ignorar os sucessivos escândalos e a encaminhar para a mutilação jovens vulneráveis, confusos, que sofrem de várias comorbilidades e que têm vindo a ser arrastados pelo efeito contágio. Até quando? 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

"Improvisar com Corpos Jovens": Os Perigos Experimentais da WPATH para Crianças e Adolescentes

 



Vídeos internos exclusivos de conferências fechadas da WPATH (Associação Mundial de Profissionais para a Saúde Transgénero), obtidos pelo TheFree Press via processo judicial no Alabama, expõem uma realidade chocante: médicos admitem realizar intervenções experimentais e irreversíveis em jovens vulneráveis — incluindo adolescentes e crianças — sem evidências científicas sólidas, orgulhando-se de "improvisar" para satisfazer desejos estéticos ou identitários.

Um caso emblemático é Sky, jovem de 18 anos que queria "nulificação genital" — remoção total dos genitais para se parecer "com uma Barbie lá embaixo", eliminando toda a sensação sexual. A assistente social Amy Penkin (OHSU) relatou que tais pedidos "não binários" (como castração ou vaginoplastia com preservação peniana) crescem rapidamente entre jovens, forçando profissionais a ignorar padrões existentes e "evoluir" além da ciência para atender pacientes. A psicóloga Mair Marsiglio defendeu não excluir pacientes com graves distúrbios mentais (psicose, personalidade múltipla) de cirurgias arriscadas, actuando como "colaboradores" para contornar o sistema. Para Sky, bastaram duas cartas rápidas para aprovar a castração.

Outro exemplo: um menino de 13 anos não-binário queria ter seios, mas também queria preservar a função genital masculina. Ao saber dos riscos de infertilidade permanente, respondeu "c'est la vie". A endocrinologista Hayley Baines priorizou os "objectivos de corporeidade" do paciente, ignorando os impactos devastadores.

Os Padrões de Cuidado da WPATH (2022) – que Portugal segue religiosamente - introduziram capítulos sobre "Não-binário" (abrangendo identidades fluidas e até inspiradas em ficção) e "Eunucos" — reformulando a castração como identidade válida desde a infância, inclusive por fetichismo.

Cirurgiões como Thomas Satterwhite celebram o acto de realizar "um número considerável" de castrações não convencionais e, enquanto profissionais, confessam: «Estamos todos a improvisar... Mas talvez possamos improvisar juntos», sugerindo um "painel do Pinterest" de opções cirúrgicas.

Essas práticas são profundamente perigosas para crianças e adolescentes.

Falta de evidências: Documentos revelam que a WPATH suprimiu revisões mostrando benefícios não comprovados de hormonas/cirurgias em menores; removeu idades mínimas por motivos políticos; ignorou conflitos de interesse.

Riscos irreversíveis: Bloqueadores de puberdade, hormonas cruzadas (doses massivas) e cirurgias causam infertilidade, disfunção sexual, problemas ósseos, cardiovasculares e oncológicos — muitas vezes em jovens com comorbidades (autismo, depressão, trauma).

Explosão de casos: Aumento inédito de adolescentes (principalmente meninas) sem disforia infantil, afirmados sem avaliação psicológica rigorosa.

Minimização de arrependimento: Destransição chamada "rara", apesar dos crescentes relatos e processos judiciais contra clínicas.

Protecção legal cínica: Equipas multidisciplinares recomendadas só para defesa contra futuros arrependimentos, admitindo ausência de dados de resultados.

 

O paradigma evoluiu: de tratar a disforia para priorizar a "euforia de género" e a "transfiguração criativa" — o corpo como "obra de arte" moldável, sem necessidade de melhoras comprovadas em saúde mental. Identidades fluidas em jovens são celebradas, mas intervenções permanentes prosseguem.

Revisões independentes (Europa, relatório HHS EUA) concluem: evidências fracas, argumentos éticos contra (violação de "não maleficência"). Mais de 70% dos americanos, incluindo democratas, opõem-se à transição médica em menores.

Apesar disso, a WPATH insiste em "cuidados afirmativos de género" como se fossem "baseados em ciência rigorosa". Os vídeos vazados expõem o oposto: uma medicina experimental, ideológica e arriscada, que coloca crianças em perigo de mutilação permanente por improvisação disfarçada de cuidado.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

A Associação Família Conservadora esteve presente em Budapeste


Por: Lígia Albuquerque 

Na VI Conferência PEuCET, realizada em Budapeste a 28 de novembro de 2025, em representação da Associação Família Conservadora, reafirmei com clareza aquilo que considero um dos maiores desafios do nosso tempo: proteger as crianças, defender a família e preservar a identidade moral e cultural da Europa.

A conferência contou com intervenções de líderes europeus, académicos, associações familiares, sindicatos e representantes políticos, que aprofundaram temas como a proteção das crianças, a defesa da identidade nacional, os desafios do sindicalismo e o impacto da cultura digital na juventude. A sessão encerrou com a aprovação da Declaração Final, que renova o compromisso com a liberdade, a dignidade humana e a paz.

A Declaração Final da conferência recorda que o futuro europeu depende de uma profunda renovação moral, do respeito pela soberania das nações, da preservação da herança judaico-cristã e da defesa da família como fundamento da sociedade.

Na minha intervenção, sublinhei que a Europa atravessa um momento decisivo. Os debates acerca da ideologia de género, da proteção da infância e das políticas educativas não são meras divergências culturais: representam um choque entre duas visões de humanidade. Reafirmei que a dignidade humana é inseparável da corporeidade e que a complementaridade entre homem e mulher constitui o alicerce natural da família e o ambiente que melhor protege a criança. Quando se separa a identidade humana da corporeidade — como fazem as abordagens de género — cria-se um conflito entre identidades sentidas e realidades materiais.
E é nestes conflitos que os direitos das mulheres e das crianças são hoje atropelados.

Recordei que a infância é um período de enorme vulnerabilidade e formação, razão pela qual o superior interesse da criança deve orientar decisões públicas. Em Portugal, a Estratégia Única dos Direitos das Crianças e Jovens 2025–2035 reforça que os pais são os primeiros educadores e que nenhuma política deve substituir-se indevidamente à família. Contudo, este princípio colide frontalmente com o quadro legislativo português atual. A Lei 38/2018, ao consagrar a autodeterminação de género, permite que um menor altere nome e identidade legal com base apenas na sua vontade sentida, sem exigência de avaliação clínica ou psicológica aprofundada. Ao mesmo tempo, a Lei 15/2024, que proíbe as chamadas “terapias de conversão”, acaba por condenar pais e profissionais de saúde que adotem uma abordagem prudente ou exploratória — mesmo quando essa abordagem procura proteger a criança, respeitar o seu desenvolvimento e evitar decisões irreversíveis.

Referi também que, em Portugal, o novo enquadramento curricular de Cidadania e Desenvolvimento, aprovado em 2025, representa uma oportunidade para recentrar a educação em valores comuns, reforçando o papel dos pais e evitando que a escola se transforme num espaço de doutrinação. Porém, e mais uma vez, verificamos que organismos públicos e ONG´s ativistas wokistas, insistem em implementar guias e programas nas escolas, com o conluio das direções escolares, que atentam contra a integridade física, psicológica e emocional das crianças, sem o consentimento dos pais. E realcei que estes temas são transversais a todas as disciplinas. Questionada, então, o que se poderá fazer, afirmei que, cabe à família, aos pais, transmitirem valores sólidos e promoverem o pensamento crítico aos seus filhos, para que eles próprios, possam tomar medidas para se salvaguardarem desta ideologia e que tenham uma voz ativa, sem medos de represálias, contra esta loucura. Os pais devem e têm de estar atentos aos conteúdos lecionados, e denunciarem escolas, intervenientes, para que sejam tornados públicos quem são os perpetuadores da ideologia Woke, principalmente, na defesa dos mais pequeninos, que ainda não têm capacidade de se exprimirem.

Sublinhei ainda que a erosão da família tradicional contribui para o inverno demográfico europeu e fragiliza a coesão social. Apoiar políticas de natalidade, parentalidade e conciliação é uma necessidade estratégica para garantir futuro ao continente. Reafirmar a família cristã e todas aquelas que, independentemente, não professem nenhuma fé, mas cujos valores assentam nos princípios cristãos, não é um ato ideológico: é defender o espaço natural onde a vida é gerada, cuidada e amada.

Termino como terminei em Budapeste: proteger as crianças, (acrescentei ao tema, meninas e mulheres) da ideologia de género não é um ato de exclusão — é um dever ético. Defender a família não é nostalgia — é garantir o futuro europeu!

A Convenção de Istambul – A GRANDE MENTIRA!

 


Por: Lígia Maria Albuquerque

A Convenção de Istambul é um tratado internacional do Conselho da Europa, ratificado por Portugal em 2013, para a prevenção e combate à violência contra as mulheres e à violência doméstica, sendo considerada um dos instrumentos mais abrangentes para a proteção de direitos humanos das mulheres e raparigas.

Quantas vezes usei a Convenção de Istambul para fundamentar a proteção de meninas e mulheres, sempre baseada no conceito de sexo, uma vez que, o documento reconhece a existência do sexo biológico?! E de repente fez-se luz! Como é que perante este documento, tem-se vindo a atropelar, constantemente, os direitos das meninas e mulheres? Principalmente, no que diz respeito aos direitos “trans” que atropelam os direitos das meninas e mulheres. Algo não fazia sentido. Tive de ir mais a fundo.

De facto, a Convenção dirige-se principalmente à violência contra as mulheres, que reconhece como realidade estatisticamente ligada ao facto biológico de ser mulher. Só que o instrumento jurídico não fundamenta as suas políticas apenas no sexo, e sim na interação entre desigualdade social, papéis de género e relações de poder. No seu artigo 3º lê-se: c) “género” designa os papéis, os comportamentos, as atividades e as atribuições socialmente construídos que uma sociedade considera apropriados para as mulheres e os homens; Em vez de assentar apenas no sexo biológico — que é objetivo, verificável e juridicamente sólido — a Convenção define género como “papéis socialmente construídos”. Ao não ser totalmente baseada no sexo, a Convenção mistura dimensões biológicas e socioculturais, o que tem vindo a fragilizar a clareza das políticas públicas e afetar áreas sensíveis como estatísticas criminais, recolha de dados, refúgios para mulheres e proteção específica em contexto de violência. Veja-se o caso mais recente em Portugal, onde existem 5 homens que se identificam como mulheres, encarcerados em prisões femininas, pondo em risco a integridade física destas mulheres, assim como, das guardas prisionais.

Podemos continuar a dissecar a Convenção, artigo por artigo, mas vamos ver os intervenientes na elaboração desta e a pressa na sua ratificação.

Em primeiro lugar, a Convenção de Istambul foi desenvolvida num período relativamente curto — cerca de três anos — um prazo consideravelmente inferior ao que habitualmente marca a elaboração de outros tratados internacionais relevantes na área dos direitos humanos. De 2009 a 2011.

Em segundo lugar, o processo de construção contou predominantemente com a participação de organizações não governamentais e especialistas alinhados com abordagens feministas e de género, enquanto entidades com experiência específica no campo do direito da família ficaram praticamente ausentes deste processo.

Organizações não governamentais (ONG´s) que participaram no processo de desenvolvimento da Convenção de Istambul (2009-2011):

  1. Lobby Europeu das Mulheres (EWL) / Lobby Européen des Femmes
  2. Amnistia Internacional
  3. Mulheres Contra a Violência na Europa (WAVE)
  4. Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgéneros e Intersexuais (ILGA-Europa)
  5. Grupo Europeu de Instituições Nacionais de Direitos Humanos (ENNHRI)
  6. Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE)

Um dos problemas mais significativos no processo de desenvolvimento da Convenção de Istambul foi a falta de equilíbrio entre as partes envolvidas. O texto da Convenção foi elaborado principalmente por especialistas e organizações não governamentais, cujas atividades e visões foram influenciadas pela abordagem feminista e pela ideologia de género. Organizações internacionais especializadas em direito de família não participaram do processo.

Algumas contribuições:

 ONGs apelam ao Conselho da Europa para que avance rumo a um instrumento robusto sobre violência contra as mulheres - Centro Europeu de Ação Política sobre Violência contra as Mulheres (EPACVAW)

Comentários do ACNUR à primeira reunião do Comitê Ad Hoc sobre a prevenção e o combate à violência contra as mulheres e à violência doméstica (6 a 8 de abril de 2009)

Principais instrumentos e ações da União Europeia para combater a violência contra as mulheres

Submissão ao Comitê Ad Hoc do Conselho da Europa sobre a Prevenção e o Combate à Violência contra as Mulheres e à Violência Doméstica: A necessidade de garantir que a Convenção sobre a Violência contra as Mulheres aborde efetivamente a obrigação dos Estados-Membros de prevenir e combater a violência contra mulheres lésbicas, bissexuais e transgénero (ILGA - Europa, 8 de setembro de 2009)

Todos os documentos aqui: https://www.coe.int/en/web/istanbul-convention/cahvio

A proteção das meninas e mulheres deve assentar na realidade material — o sexo — e não em categorias fluidas que variam conforme perceções ou identidades subjetivas.

Cabe a cada país, definir, de facto, de que lado está. Se do lado da verdade, da razão, do bom senso, da ciência biológica, ou se, do lado ideológico, ativista progressista, que não sabem o que são, em que o propósito é destruir a base de qualquer sociedade de bem, homem e mulher, a família.

A lei que pune pais e profissionais de saúde permite que transactivistas castrarem crianças

 

A lei que pune os pais e os profissionais de saúde, é a mesma que dá carta branca aos transactivistas para castrarem e mutilarem crianças.

A nossa convidada foi a Francisca Zacarias (@FranciscaLABORATORIUM), uma voz corajosa contra a ideologia de género e os seus malefícios.

🛡️ NOVO LIVRO DE MARIA HELENA COSTA, "Identidade de Género: ideologia ou ciência?"

➡️ A autora analisa de forma crítica a ideologia de género, debatendo como pode impactar as crianças, defendendo uma abordagem baseada em factos, dados científicos e na proteção de valores tradicionais.

➡️ Uma leitura crucial para quem se recusa a ficar em silêncio.

➡️ Pode adquiri-lo em qualquer livraria onde surja nos resultados da pesquisa on-line. Ou peça informações ao seu livreiro.


Crianças: as novas cobaias da indústria transgénero

  Numa revelação exclusiva do jornal The Telegraph , intitulada " Crianças pagas em ensaio do NHS sobre bloqueadores da puberdade, com ...