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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

A lei que pune pais e profissionais de saúde permite que transactivistas castrarem crianças

 

A lei que pune os pais e os profissionais de saúde, é a mesma que dá carta branca aos transactivistas para castrarem e mutilarem crianças.

A nossa convidada foi a Francisca Zacarias (@FranciscaLABORATORIUM), uma voz corajosa contra a ideologia de género e os seus malefícios.

🛡️ NOVO LIVRO DE MARIA HELENA COSTA, "Identidade de Género: ideologia ou ciência?"

➡️ A autora analisa de forma crítica a ideologia de género, debatendo como pode impactar as crianças, defendendo uma abordagem baseada em factos, dados científicos e na proteção de valores tradicionais.

➡️ Uma leitura crucial para quem se recusa a ficar em silêncio.

➡️ Pode adquiri-lo em qualquer livraria onde surja nos resultados da pesquisa on-line. Ou peça informações ao seu livreiro.


quinta-feira, 23 de abril de 2020

Filhos destes dias…

Lembra-se do filme “Olha quem fala”?
Inglês S/A: Olha quem está falando

E se os bebés, as crianças, adolescentes e jovens, exprimissem verbalmente o que lhes vai na alma?

O bebé contaria:
Não entendo… Ainda ontem estava com os meus papás em casa, eles davam-me miminhos, a mamã dava-me leitinho, ria-se para mim com aquele sorriso maravilhoso, adormecia-me nos seus braços… O papá chegava a casa e vinha logo ter comigo, pegava-me ao colo, brincava comigo… Hoje, cedinho, a mamã  pegou em mim, vestiu-me, colocou-me na cadeirinha, levou-me para o carro e deixou-me ficar aqui, na creche, com pessoas estranhas. Esperei por ela todo o dia, chorei de saudades, não gostei do biberão… Passaram 8 ou 9 horas até ela me vir buscar. Quando a vi fiquei tão feliz! Ups… Acho que adormeci na viagem. Os meus papás parecem muito cansados, mas brincam comigo, dão-me banhinho, papinha e… Esperem, esperem… Podemos brincar mais um bocadinho? Não… Estamos muito cansados e precisamos descansar… Vivi assim 6 anos.
A criança era capaz de dizer:
Acabou o infantário. Entrei para a Escola e para o ATL. Entro de manhãzinha, às vezes ainda é de noite, e saio ao anoitecer… Faça chuva ou faça sol, fico 8 horas por dia na Escola e no ATL, até a mamã ou o papá me virem buscar. Em casa, depois de um dia inteiro a fazer coisas e a ouvir coisas, ainda tenho que fazer os trabalhos de casa. Os meus pais reclamam por não terem tempo para me ajudar. Quando termino os TPC’s mandam-me tomar banho (sim, já sei tomar banho sozinho e os meus pais só me secam) e ver televisão, pois trabalharam todo o dia, estão muito cansados e ainda têm muito que fazer. Confesso que não consigo entender… Trabalham todo o dia, todos os dias, e estão sempre a reclamar da falta de dinheiro para comprar mais coisas, para ir de férias para não-sei-onde, para o modelo novo do carro da mãe… Enquanto jantamos (a mamã e o papá cozinham muito bem) olham para mim, fazem-me algumas perguntas sobre o meu dia, brincam um pouquinho comigo e… são horas de lavar os dentes, fazer xixi e ir prá cama… Quase não os vejo… Só mesmo aos fins-de-semana e um de cada vez, pois ambos trabalham e tentam conciliar os horários para estar sempre um em casa ao sábado e ao domingo.
E o adolescente e o jovem gritariam:
Passaram-se mais 4 anos. Ganhei um telemóvel topo de gama. No caminho do ensino secundário tenho cada vez mais professores e muitas, muitas disciplinas… Acho que não vou dar conta do recado. Nos primeiros meses os meus pais vêm trazer-me e buscar-me (eles revezam-se de acordo com o horário de trabalho de cada um). Mas isso é só até eu saber bem o caminho e não ter medo de ir e vir sozinho. Medo? Eu não tenho medo. Já sou um homem e sei andar na rua e até nos transportes públicos. Mas, como moro perto da escola, não preciso. Só ainda não sei como lidar com aqueles parvalhões que me perseguem, insultam, batem e roubam o lanche… Não vou dizer nada aos meus pais para não os preocupar… Ultimamente, discutem por tudo e por nada… Passam o tempo a receber chamadas e a conversar ao telemóvel. A mesa da sala de jantar virou uma espécie de escritório (dizem que é para estarem ao pé de mim) e têm sempre trabalho de casa.
Chego a casa muito cansado, dou um beijinho a cada um – parecem-me exaustos – e tento fazer os TPC’s. Às vezes adormeço e acordo com os gritos da minha mãe «vai tomar banho para depois jantarmos!». Acabo por não conseguir fazer os trabalhos de casa e lá vem um recado na caderneta para o meu pai… Fico de castigo (tiram-me o telemóvel, mas só em casa). Ninguém quer saber se estou cansado, ou não. Os professores gritam comigo e perguntam-me se os meus pais não têm tempo para me ajudar a fazer os trabalhos de casa… Quando respondo, perguntam-me se os meus pais também não me dão educação… Anda tudo cansado e eu é que levo com eles todos… 
Os meus pais dizem que são os professores que têm que ensinar a matéria bem ensinada; os professores dizem que não são educadores, que esse é o papel dos pais, mas também insistem em ensinar coisas contrárias ao que os meus pais me ensinam (no pouco tempo que têm para estarmos juntos) e ainda dizem que o que os meus pais me ensinam é retrógrada. Começo a ficar confuso… Já não sei quem fala verdade… Talvez sejam mesmo os professores… Afinal, são eles que dão aulas e que passam a maior parte do tempo comigo… Acho que os meus pais não têm tempo para se informarem e evoluírem… Trabalham tanto… 
QUEM É QUE ME EDUCA?
Em casa, cada vez passamos menos tempo juntos. Venho carregado de TPC’s pra fazer e eles cada vez parecem mais irritados, com menos paciência, discutem e acusam-se um ao outro por as minhas notas terem baixado… Passamos 2 ou 3 horas juntos… quase sempre a discutir ou cada um no seu iPad. Eles não me entendem, não percebem que o mundo mudou e que ainda vivem no século passado… Os meus colegas têm razão. Os meus pais são antiquados. A maior parte dos meus amigos já tem namorada ou namorado (os profs dizem que não há diferença em namorar com rapazes ou com raparigas), duas casas (os pais separaram-se e ficaram mais fixes, levam-nos para jantar fora, não os controlam tanto e concordam com eles em quase tudo) e toda a liberdade que eles querem. Alguns já saem à noite, bebem até cair… E os meus velhotes dizem que eu só saio depois dos 18 e com horas para entrar? 
CHEGA! Vou fazer como os meus colegas, vou ser livre e quero ver quem me vai impedir. Comecei a fumar às escondidas (os meus pais não notaram nada) e tenho passado algum tempo com aqueles tipos bué de fixes que têm tempo para conversar comigo. Conversamos sobre tudo, sem stresses, e já me convidaram para fumar um “charro” e ir a umas festas. Eles dizem que os pais não podem dar palmadas nos filhos e que não mandam neles. Devem ter razão… Ai dos cotas que voltem a tocar-me… Ligo prá bófia e faço queixa deles. Afinal, os meus pais não têm tempo e os profs dizem que podemos fazer o que quisermos desde que sejamos responsáveis (e eu sou responsável).
Para reflectirmos:
Infelizmente, salvo raras excepções, este costuma ser o resultado da demissão de muitos pais da criação dos filhos… É hora de respondermos honestamente a algumas questões:
Afinal, para que é que quisemos ter filhos?
Quão importantes são eles para nós?
Abriríamos mão de uma suposta “realização profissional” e de algum conforto por eles? Para os amar, criar, educar e ESTAR PRESENTES?
Quem está a criar, educar e formar os homens e as mulheres de amanhã? O que é que lhes estão a ensinar?
O que é ser mãe? Pai?

sábado, 11 de abril de 2020

(2) Ensino doméstico: O busílis da nova portaria

Manuel e Leonor, 7 anos, 2º ano
Foto: José Carlos Carvalho
A família de Joana Gomes já entrou nesta realidade em crescimento ao abrigo da portaria 69/2019, que veio regulamentar a lei de 27 de Junho de 1949, com várias adendas ao longo das décadas. E, por isso, nem se importa de cumprir as novas regras, como ter de pedir autorização à direcção da escola em que inscreveu os filhos para aderir a esta via de ensino ou assinar um protocolo de colaboração. Aliás, de vez em quando até pede à tutora designada pela escola os testes e algumas fichas para a auxiliar em casa. E tem três dossiers, impecáveis, com tudo o que lhes ensina, prontos a serem mostrados, se for caso disso. “Se sentirem que estão bem entregues, não levantam problemas”, assegura.
Para quem já trata o ensino doméstico por tu, esta questão do pedido de autorização é um busílis legal, assim como a exigência do grau de licenciatura para se poder ensinar os filhos (antes, só se pedia que tivessem concluído um ciclo acima daquele que leccionavam). Aliás, a associação Movimento Educação Livre (MEL), criada em 2011, fez já um pedido de fiscalização da portaria ao Tribunal Constitucional e um parecer ao provedor de Justiça. Sílvia Cópio, presidente, deseja “a impugnação da norma, reconhecendo o impacto negativo que as novas medidas já provocaram junto de algumas crianças e jovens”. Entretanto, a resposta ao parecer foi negativa, alegando o provedor que é ao Estado que cabe garantir a liberdade da criança – afirmação da a qual a associação discorda em absoluto.
Por outro lado, João Costa, secretário de Estado da Educação, justifica a criação desta portaria com alguns dados preocupantes que foram chegando ao ministério. “Tínhamos de controlar as situações irregulares. Deram-nos conta de vários casos de ensino privado falso, em que pequenas escolas foram criadas sem certificações ou regras de segurança. E também histórias em que as crianças eram retiradas da escola para que as marcas dos abusos de que eram vítimas não fossem visíveis. E ainda algumas meninas de etnia cigana que saíam do ensino regular para casar, por exemplo.” Os directores apercebiam-se de reais situações de abandono e quando as crianças iam prestar provas, no final dos ciclos, já era tarde. “Não passavam, porque não sabiam nada.” Com a nova portaria, os alunos do ensino doméstico podem utilizar os espaços comuns da escola, como o ginásio, a biblioteca, ou ir às visitas de estudo. Mas poucos o fazem.
Apesar das críticas de que foi – e continua a ser – alvo, João Costa recusa que a norma seja um ataque à liberdade de escolha das famílias, porque “tudo correrá bem se apresentarem uma boa proposta educativa. Aliás, ainda não me chegou nenhum reporte de recusa não fundamentada.”
A antropóloga Catarina Marcelino, especializada em temas de igualdade, alinha pelo mesmo diapasão. “Era urgente regulamentar esta realidade, porque não havia controlo ou tutoria das escolas. Agora, com estas regras, gera-se mais segurança e previnem-se situações questionáveis em alguns grupos religiosos e algumas minorias étnicas.” Na sua opinião, este mecanismo só deve ser utilizado quando há mesmo necessidade, em casos de doença ou deslocações permanentes. “Sempre que pode, a criança deve estar no espaço da escola, por questões de socialização.”
Esta é a crítica mais comum. No entanto, a maioria dos pais que optam por esta via de ensino está bem ciente do problema. E é por isso que se esforça por integrar os seus filhos em vários grupos, fora de casa. Alexandra Nascimento, da Associação Nacional de Pais em Ensino Doméstico (ANPED), conta que diariamente recebe e-mails de famílias que querem enveredar pelo ensino doméstico, com muitas dúvidas. Agora ainda têm sido mais, pois cada agrupamento está a actuar de forma diferente e, nesta altura do ano, ainda há miúdos que não têm a sua matrícula formalizada. “Foram dois anos de debate muito intenso por causa da portaria e, por isso, temos descuidado um pouco do nosso contributo para estimular a socialização entre os alunos. Mas já organizámos férias em parques de campismo, visitas a ateliers de artistas, palestras informais sobre determinadas profissões…”
Tome-se o exemplo de Odin, 6 anos. Desde que nasceu que os pais concluíram que não o queriam, nem ao irmão, Aron, 4, num tipo de escola que lhes suga todo o tempo para a aprendizagem, sem dar espaço para a criatividade, a brincadeira e o acompanhamento por parte da família. Carla Santos e Duarte Cera, 35 anos, doula de profissão e músico, não descuidam nunca a socialização, como se verá mais à frente. “Quisemos mesmo ter filhos e estar com eles”, afirma Carla, enquanto mexe o feijão preto que hão de almoçar.
No canto que arranjaram para eles aprenderem, há imensos livros escolares, que uma amiga professora lhe fornece (os alunos no ensino doméstico não têm direito aos manuais gratuitos como os outros estudantes), um esqueleto em tamanho real, muitos jogos, plasticina, papel, canetas, lápis e desenhos pendurados, como nas paredes de uma escola do primeiro ciclo. Enquanto Odin faz contas de Matemática, o seu irmão mais pequeno pinta. As manhãs são quase todas passadas assim, com alguns intervalos para comerem bolachas de arroz com manteiga de amendoim ou tocarem bateria. Carla vai seguindo os manuais, com a liberdade que decidiu imprimir a esta aprendizagem. Sempre com algum receio de que chamem Odin para a escola, porque agora podem fazê-lo, com poucas justificações e apenas com dez dias de prazo para ele se apresentar.
No horário que está bem visível à entrada desta casa, em Alcabideche, percebe-se como a agenda é carregada de actividades fora de casa. À segunda, há natação com outras famílias de ensino doméstico; às terças e sextas, encontram-se todos num espaço ao ar livre, actividade que combinam num grupo de WhatsApp; as quartas e quintas são destinadas a museus, teatros e exposições. “Nunca vi lutas entre eles, porque estes miúdos não estão comprimidos como na escola e são muito pouco orientados para a competição ou comparação”, garante. E depois ainda há o Conservatório Nacional, onde Odin anda na percussão, iniciação musical, expressão dramática e coro, com mais dez alunos.
Se às vezes está cansada, Carla pensa que mais vale sentir-se assim, mas com eles por perto, do que tê-los enfiados em Actividades de Enriquecimento Curricular, até ao final da tarde. Ainda assim, está sempre a avisar: “Quando quiserem ir para a escola, vão.” Mal ouve a mãe dizer esta frase, Odin apressa-se a complementar: “Nunca quero ir!” No 4º ano, terá de fazer provas de equivalência a todas as disciplinas e, mais tarde, exames nacionais na escola em que estiver inscrito. Nada que assuste esta família.
Descodificador
Ensino doméstico
É praticado em casa do aluno, por uma pessoa que com viva com ele. Rege–se pelos mesmos calendário escolar, matérias e até manuais.
Ensino individual
Quando um professor diplomado ensina um único aluno, fora da escola.
Ensino à distância
Funciona através de uma plataforma digital, com salas de aula virtuais.
Continua: (3) Ensino doméstico: A escola não substitui a família

Crianças: as novas cobaias da indústria transgénero

  Numa revelação exclusiva do jornal The Telegraph , intitulada " Crianças pagas em ensaio do NHS sobre bloqueadores da puberdade, com ...