quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

"Improvisar com Corpos Jovens": Os Perigos Experimentais da WPATH para Crianças e Adolescentes

 



Vídeos internos exclusivos de conferências fechadas da WPATH (Associação Mundial de Profissionais para a Saúde Transgénero), obtidos pelo TheFree Press via processo judicial no Alabama, expõem uma realidade chocante: médicos admitem realizar intervenções experimentais e irreversíveis em jovens vulneráveis — incluindo adolescentes e crianças — sem evidências científicas sólidas, orgulhando-se de "improvisar" para satisfazer desejos estéticos ou identitários.

Um caso emblemático é Sky, jovem de 18 anos que queria "nulificação genital" — remoção total dos genitais para se parecer "com uma Barbie lá embaixo", eliminando toda a sensação sexual. A assistente social Amy Penkin (OHSU) relatou que tais pedidos "não binários" (como castração ou vaginoplastia com preservação peniana) crescem rapidamente entre jovens, forçando profissionais a ignorar padrões existentes e "evoluir" além da ciência para atender pacientes. A psicóloga Mair Marsiglio defendeu não excluir pacientes com graves distúrbios mentais (psicose, personalidade múltipla) de cirurgias arriscadas, actuando como "colaboradores" para contornar o sistema. Para Sky, bastaram duas cartas rápidas para aprovar a castração.

Outro exemplo: um menino de 13 anos não-binário queria ter seios, mas também queria preservar a função genital masculina. Ao saber dos riscos de infertilidade permanente, respondeu "c'est la vie". A endocrinologista Hayley Baines priorizou os "objectivos de corporeidade" do paciente, ignorando os impactos devastadores.

Os Padrões de Cuidado da WPATH (2022) – que Portugal segue religiosamente - introduziram capítulos sobre "Não-binário" (abrangendo identidades fluidas e até inspiradas em ficção) e "Eunucos" — reformulando a castração como identidade válida desde a infância, inclusive por fetichismo.

Cirurgiões como Thomas Satterwhite celebram o acto de realizar "um número considerável" de castrações não convencionais e, enquanto profissionais, confessam: «Estamos todos a improvisar... Mas talvez possamos improvisar juntos», sugerindo um "painel do Pinterest" de opções cirúrgicas.

Essas práticas são profundamente perigosas para crianças e adolescentes.

Falta de evidências: Documentos revelam que a WPATH suprimiu revisões mostrando benefícios não comprovados de hormonas/cirurgias em menores; removeu idades mínimas por motivos políticos; ignorou conflitos de interesse.

Riscos irreversíveis: Bloqueadores de puberdade, hormonas cruzadas (doses massivas) e cirurgias causam infertilidade, disfunção sexual, problemas ósseos, cardiovasculares e oncológicos — muitas vezes em jovens com comorbidades (autismo, depressão, trauma).

Explosão de casos: Aumento inédito de adolescentes (principalmente meninas) sem disforia infantil, afirmados sem avaliação psicológica rigorosa.

Minimização de arrependimento: Destransição chamada "rara", apesar dos crescentes relatos e processos judiciais contra clínicas.

Protecção legal cínica: Equipas multidisciplinares recomendadas só para defesa contra futuros arrependimentos, admitindo ausência de dados de resultados.

 

O paradigma evoluiu: de tratar a disforia para priorizar a "euforia de género" e a "transfiguração criativa" — o corpo como "obra de arte" moldável, sem necessidade de melhoras comprovadas em saúde mental. Identidades fluidas em jovens são celebradas, mas intervenções permanentes prosseguem.

Revisões independentes (Europa, relatório HHS EUA) concluem: evidências fracas, argumentos éticos contra (violação de "não maleficência"). Mais de 70% dos americanos, incluindo democratas, opõem-se à transição médica em menores.

Apesar disso, a WPATH insiste em "cuidados afirmativos de género" como se fossem "baseados em ciência rigorosa". Os vídeos vazados expõem o oposto: uma medicina experimental, ideológica e arriscada, que coloca crianças em perigo de mutilação permanente por improvisação disfarçada de cuidado.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

A Associação Família Conservadora esteve presente em Budapeste


Por: Lígia Albuquerque 

Na VI Conferência PEuCET, realizada em Budapeste a 28 de novembro de 2025, em representação da Associação Família Conservadora, reafirmei com clareza aquilo que considero um dos maiores desafios do nosso tempo: proteger as crianças, defender a família e preservar a identidade moral e cultural da Europa.

A conferência contou com intervenções de líderes europeus, académicos, associações familiares, sindicatos e representantes políticos, que aprofundaram temas como a proteção das crianças, a defesa da identidade nacional, os desafios do sindicalismo e o impacto da cultura digital na juventude. A sessão encerrou com a aprovação da Declaração Final, que renova o compromisso com a liberdade, a dignidade humana e a paz.

A Declaração Final da conferência recorda que o futuro europeu depende de uma profunda renovação moral, do respeito pela soberania das nações, da preservação da herança judaico-cristã e da defesa da família como fundamento da sociedade.

Na minha intervenção, sublinhei que a Europa atravessa um momento decisivo. Os debates acerca da ideologia de género, da proteção da infância e das políticas educativas não são meras divergências culturais: representam um choque entre duas visões de humanidade. Reafirmei que a dignidade humana é inseparável da corporeidade e que a complementaridade entre homem e mulher constitui o alicerce natural da família e o ambiente que melhor protege a criança. Quando se separa a identidade humana da corporeidade — como fazem as abordagens de género — cria-se um conflito entre identidades sentidas e realidades materiais.
E é nestes conflitos que os direitos das mulheres e das crianças são hoje atropelados.

Recordei que a infância é um período de enorme vulnerabilidade e formação, razão pela qual o superior interesse da criança deve orientar decisões públicas. Em Portugal, a Estratégia Única dos Direitos das Crianças e Jovens 2025–2035 reforça que os pais são os primeiros educadores e que nenhuma política deve substituir-se indevidamente à família. Contudo, este princípio colide frontalmente com o quadro legislativo português atual. A Lei 38/2018, ao consagrar a autodeterminação de género, permite que um menor altere nome e identidade legal com base apenas na sua vontade sentida, sem exigência de avaliação clínica ou psicológica aprofundada. Ao mesmo tempo, a Lei 15/2024, que proíbe as chamadas “terapias de conversão”, acaba por condenar pais e profissionais de saúde que adotem uma abordagem prudente ou exploratória — mesmo quando essa abordagem procura proteger a criança, respeitar o seu desenvolvimento e evitar decisões irreversíveis.

Referi também que, em Portugal, o novo enquadramento curricular de Cidadania e Desenvolvimento, aprovado em 2025, representa uma oportunidade para recentrar a educação em valores comuns, reforçando o papel dos pais e evitando que a escola se transforme num espaço de doutrinação. Porém, e mais uma vez, verificamos que organismos públicos e ONG´s ativistas wokistas, insistem em implementar guias e programas nas escolas, com o conluio das direções escolares, que atentam contra a integridade física, psicológica e emocional das crianças, sem o consentimento dos pais. E realcei que estes temas são transversais a todas as disciplinas. Questionada, então, o que se poderá fazer, afirmei que, cabe à família, aos pais, transmitirem valores sólidos e promoverem o pensamento crítico aos seus filhos, para que eles próprios, possam tomar medidas para se salvaguardarem desta ideologia e que tenham uma voz ativa, sem medos de represálias, contra esta loucura. Os pais devem e têm de estar atentos aos conteúdos lecionados, e denunciarem escolas, intervenientes, para que sejam tornados públicos quem são os perpetuadores da ideologia Woke, principalmente, na defesa dos mais pequeninos, que ainda não têm capacidade de se exprimirem.

Sublinhei ainda que a erosão da família tradicional contribui para o inverno demográfico europeu e fragiliza a coesão social. Apoiar políticas de natalidade, parentalidade e conciliação é uma necessidade estratégica para garantir futuro ao continente. Reafirmar a família cristã e todas aquelas que, independentemente, não professem nenhuma fé, mas cujos valores assentam nos princípios cristãos, não é um ato ideológico: é defender o espaço natural onde a vida é gerada, cuidada e amada.

Termino como terminei em Budapeste: proteger as crianças, (acrescentei ao tema, meninas e mulheres) da ideologia de género não é um ato de exclusão — é um dever ético. Defender a família não é nostalgia — é garantir o futuro europeu!

A Convenção de Istambul – A GRANDE MENTIRA!

 


Por: Lígia Maria Albuquerque

A Convenção de Istambul é um tratado internacional do Conselho da Europa, ratificado por Portugal em 2013, para a prevenção e combate à violência contra as mulheres e à violência doméstica, sendo considerada um dos instrumentos mais abrangentes para a proteção de direitos humanos das mulheres e raparigas.

Quantas vezes usei a Convenção de Istambul para fundamentar a proteção de meninas e mulheres, sempre baseada no conceito de sexo, uma vez que, o documento reconhece a existência do sexo biológico?! E de repente fez-se luz! Como é que perante este documento, tem-se vindo a atropelar, constantemente, os direitos das meninas e mulheres? Principalmente, no que diz respeito aos direitos “trans” que atropelam os direitos das meninas e mulheres. Algo não fazia sentido. Tive de ir mais a fundo.

De facto, a Convenção dirige-se principalmente à violência contra as mulheres, que reconhece como realidade estatisticamente ligada ao facto biológico de ser mulher. Só que o instrumento jurídico não fundamenta as suas políticas apenas no sexo, e sim na interação entre desigualdade social, papéis de género e relações de poder. No seu artigo 3º lê-se: c) “género” designa os papéis, os comportamentos, as atividades e as atribuições socialmente construídos que uma sociedade considera apropriados para as mulheres e os homens; Em vez de assentar apenas no sexo biológico — que é objetivo, verificável e juridicamente sólido — a Convenção define género como “papéis socialmente construídos”. Ao não ser totalmente baseada no sexo, a Convenção mistura dimensões biológicas e socioculturais, o que tem vindo a fragilizar a clareza das políticas públicas e afetar áreas sensíveis como estatísticas criminais, recolha de dados, refúgios para mulheres e proteção específica em contexto de violência. Veja-se o caso mais recente em Portugal, onde existem 5 homens que se identificam como mulheres, encarcerados em prisões femininas, pondo em risco a integridade física destas mulheres, assim como, das guardas prisionais.

Podemos continuar a dissecar a Convenção, artigo por artigo, mas vamos ver os intervenientes na elaboração desta e a pressa na sua ratificação.

Em primeiro lugar, a Convenção de Istambul foi desenvolvida num período relativamente curto — cerca de três anos — um prazo consideravelmente inferior ao que habitualmente marca a elaboração de outros tratados internacionais relevantes na área dos direitos humanos. De 2009 a 2011.

Em segundo lugar, o processo de construção contou predominantemente com a participação de organizações não governamentais e especialistas alinhados com abordagens feministas e de género, enquanto entidades com experiência específica no campo do direito da família ficaram praticamente ausentes deste processo.

Organizações não governamentais (ONG´s) que participaram no processo de desenvolvimento da Convenção de Istambul (2009-2011):

  1. Lobby Europeu das Mulheres (EWL) / Lobby Européen des Femmes
  2. Amnistia Internacional
  3. Mulheres Contra a Violência na Europa (WAVE)
  4. Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgéneros e Intersexuais (ILGA-Europa)
  5. Grupo Europeu de Instituições Nacionais de Direitos Humanos (ENNHRI)
  6. Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE)

Um dos problemas mais significativos no processo de desenvolvimento da Convenção de Istambul foi a falta de equilíbrio entre as partes envolvidas. O texto da Convenção foi elaborado principalmente por especialistas e organizações não governamentais, cujas atividades e visões foram influenciadas pela abordagem feminista e pela ideologia de género. Organizações internacionais especializadas em direito de família não participaram do processo.

Algumas contribuições:

 ONGs apelam ao Conselho da Europa para que avance rumo a um instrumento robusto sobre violência contra as mulheres - Centro Europeu de Ação Política sobre Violência contra as Mulheres (EPACVAW)

Comentários do ACNUR à primeira reunião do Comitê Ad Hoc sobre a prevenção e o combate à violência contra as mulheres e à violência doméstica (6 a 8 de abril de 2009)

Principais instrumentos e ações da União Europeia para combater a violência contra as mulheres

Submissão ao Comitê Ad Hoc do Conselho da Europa sobre a Prevenção e o Combate à Violência contra as Mulheres e à Violência Doméstica: A necessidade de garantir que a Convenção sobre a Violência contra as Mulheres aborde efetivamente a obrigação dos Estados-Membros de prevenir e combater a violência contra mulheres lésbicas, bissexuais e transgénero (ILGA - Europa, 8 de setembro de 2009)

Todos os documentos aqui: https://www.coe.int/en/web/istanbul-convention/cahvio

A proteção das meninas e mulheres deve assentar na realidade material — o sexo — e não em categorias fluidas que variam conforme perceções ou identidades subjetivas.

Cabe a cada país, definir, de facto, de que lado está. Se do lado da verdade, da razão, do bom senso, da ciência biológica, ou se, do lado ideológico, ativista progressista, que não sabem o que são, em que o propósito é destruir a base de qualquer sociedade de bem, homem e mulher, a família.

A lei que pune pais e profissionais de saúde permite que transactivistas castrarem crianças

 

A lei que pune os pais e os profissionais de saúde, é a mesma que dá carta branca aos transactivistas para castrarem e mutilarem crianças.

A nossa convidada foi a Francisca Zacarias (@FranciscaLABORATORIUM), uma voz corajosa contra a ideologia de género e os seus malefícios.

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➡️ A autora analisa de forma crítica a ideologia de género, debatendo como pode impactar as crianças, defendendo uma abordagem baseada em factos, dados científicos e na proteção de valores tradicionais.

➡️ Uma leitura crucial para quem se recusa a ficar em silêncio.

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9 Mitos Sobre o Direito ao Aborto

  "O nascituro não pede autorização para existir. À sociedade cabe o dever de o proteger, não o arbítrio de decidir se ele deve, ou não...