AFC é uma associação de Solidariedade Social que tem como finalidade, no espaço nacional, apoiar o desenvolvimento da família, como unidade social fundamental, com vista à realização e dignificação plenas do indivíduo.
A Associação Família Conservadora pretende intervir em três âmbitos: Social, Educativo e Profissional.
Não vão acreditar no que está a ser transmitido pela RTP2 para as crianças...
O Nicolau Santos e a sua pandilha enlouqueceram de vez... Vale a pena clicar para ver o vídeo abaixo numa partilha do Juventude em desTransição do post original da influencer Francisca Zacarias Silva (Laboratorium), que tem feito um trabalho excepcional na denúncia contra várias iniciativas de ideologia de género.
Este manual repleto de patranhas absolutamente ideológicas em formato apelativo para crianças pequenas, é apresentado em formato pseudo científico e vai ao detalhe pérfido de promover os bloqueadores hormonais! Inacreditável! E super-grave. Os bloqueadores hormonais, recorde-se, estão a ser proibidos em todo o mundo, mas por cá, não só são prescritos como até recebem publicidade em "prime-time" infantil e de graça!
Por favor, usem de forma útil a vossa indignação e protestem. Protestem mesmo! A ERC é parcial, já sabemos, mas perante uma enchente de queixas terá de se pronunciar perante a promoção de fake news, a crianças, travestido de ciência... O gozo dos transativistas que produziram a série de animação (e da RTP que transmitiu este lixo ideológico) é tal que ainda têm o desplante de mimar os cépticos da distopia como "terraplanistas"... Juro! Para os chalupas, os malucos somos nós que acreditamos na Ciência. Pelas nossas crianças, pf, não deixem de protestar. Os links aqui (só temos 28 dias a partir de hoje):
Há cerca de um mês, em
parceria com a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das
Crianças e Jovens [CNPDPCJ] e financiada pela CIG [Comissão para a Cidadania e
Igualdade de Género], foi lançada a 2ª edição do Guião
de Boas Práticas para a Promoção dos Direitos e Proteção de Crianças e Jovens
LGBTI+,
elaborado pela Casa Qui (da psicóloga Paula Allen, uma das transactivistas que
mais parece facturar com o negócio da medicina de género e que, à semelhança do
que já acontecia há 6 anos, quando debati com ela na TVI, promove consultas
"gratuitas" para jovens que padecem de alguma confusão quanto ao
próprio sexo).
Este Guião, que nada mais é do que a substituição do Manual
Direito a Ser nas Escolas, do ex-ministro da Educação, Dr. João Costa (que,
após muitas denúncias de inconstitucionalidade,o actual executivo retirou do site do
Ministério da Educação com a promessa de que estaria a libertar a Escola das
amarras ideológicas), mantém a distinção entre sexo e género e toda a carga
ideológica da teoria Queer, que embosca as crianças nas redes sociais e
nas escolas, convencendo-as de que há infinitas “identidades de género” e de
que podem escolher ser do outro sexo (trans), de ambos os sexos (bi) ou de
nenhum sexo (não-binário).
Entre termos ridículos, inventados pelos activistas do
arco-íris, como, por exemplo, “cisgénero”, encontramos a mentira base da
ideologia de género de que o "sexo é atribuído à nascença" e de que
"o género/sexo é uma construção social" (pág. 5) e, pior do que isso,
o incentivo à transição de género [mudança de sexo] de menores - SEM O
CONHECIMENTO E SEM O CONSENTIMENTO DOS PAIS – é uma constante. De acordo com os
transactivistas, autores do guião, os pais, esses malvados opressores, que
mancomunados com o médico atribuíram um sexo ao próprio filho à nascença, devem
ser excluídos do processo levado a cabo pelos doutrinadores de serviço - que
levará os seus filhos a odiarem o próprio corpo e a quererem mutilá-lo – e,
caso descubram que a sua crianças já está confusa e não aceitem afirmá-la
imediatamente, aceitando a sua transição social e entregando-as nas mãos dos
profissionais de saúde transactivistas, que os encaminharão imediatamente para
bloqueadores da puberdade, hormonas de sexo cruzado e, finalmente, cirurgias de
mutilação de órgãos saudáveis do corpo, devem ser denunciados à CPCJ, perdendo
assim a tutela dos seus filhos.
Sim. É isso que se lê como “Boas práticas” na página 14 do
guião:
Não revelar a orientação sexual, identidade de género ou
expressão de género da criança ou jovem à sua família sem a autorização da
mesma;
Não forçar a criança ou jovem a revelar a sua orientação
sexual, identidade de género ou expressão de género à família;
Se a criança ou jovem decidir ou considerar importante
revelar a sua orientação sexual, identidade de género ou expressão de género à
família, trabalhar com ela os riscos e os perigos potencialmente associados,
assim como as redes de suporte disponíveis caso a família reaja mal;
Compreender o tempo necessário que as famílias podem
necessitar para gerir as suas expectativas e integrar a orientação sexual ou
identidade de género, a não normatividade da expressão de género ou as
características sexuais da criança ou jovem;
Não desvalorizar a violência familiar/doméstica que ocorre
em razão da orientação sexual, identidade de género ou expressão de género ou
características sexuais da criança ou jovem, mesmo que a mesma não chegue a ser
física (por exemplo, trancar a criança ou jovem em casa para a impedir de estar
com as pessoas do seu círculo de amizades ou com a pessoa com quem namora);
Apoiar a família das crianças e jovens intersexo
[hermafroditas] no sentido de dar primazia à sua autodeterminação tanto quanto
à sua identidade de género, quanto a intervenções médicas que não sejam por
razões estritamente funcionais (E.g. dificuldade em urinar);
Encaminhar a família para uma associação especializada em
temáticas LGBTI+ para que a mesma possa ter um espaço seguro onde pode colocar
questões, desconstruir crenças erróneas sobre estas temáticas e, em simultâneo,
beneficiar de apoio emocional;
Averiguar a possibilidade de criar grupos de apoio para
famílias ou encaminhar para associações que forneçam este tipo de serviço (e.g.
Associação AMPLOS);
Avaliar a possibilidade de existirem membros apoiantes da
família alargada;
Guião de Boas Práticas para a Promoção dos Direitos e
Proteção de Crianças e Jovens LGBTI+ (Certificar que as famílias, inclusive as
adotivas, têm informação e sensibilidade sobre a temática LGBTI+;
Em caso de violência familiar, seja ela verbal, psicológica
ou física, ou quando existem indicadores de risco ou perigo para a criança ou
jovem, comunicar a situação à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens [CPCJ]
local, sempre que possível, em articulação e com o conhecimento da vítima;
Aplicar, de forma coerente e isenta, enquanto profissional com
competências para tal, a Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo (Lei nº
147/99, de 1 de Setembro), inclusive a activação do artigo 91, sempre que
adequado, garantindo a intervenção das entidades competentes para salvaguardar
os direitos das vítimas, tendo em conta que basta a criança ou jovem manifestar
medo de regressar ao seio familiar e que estes são temas de potencial resolução
difícil quando são o motivo gerador de violência.
Mais, quando se orienta a Escola a «Aplicar, de forma
coerente e isenta, enquanto profissional com competências para tal, a Lei de
Proteção de Crianças e Jovens em Perigo (Lei nº 147/99, de 1 de Setembro),
inclusive a activação do Artº 91, sempre que adequado, garantindo a intervenção
das entidades competentes para salvaguardar os direitos das vítimas», está, mais
uma vez, a induzir a Escola a violar a lei e a trazer de volta a ideia de que
as crianças podem ser retiradas aos pais sem que estes sequer possam
defender-se das acusações dos activistas e dos próprios filhos (instruídos
pelos transactivistas).
Eis que o diz ao Artº 91º:
Procedimentos urgentes na ausência do consentimento
1 - Quando exista perigo atual ou iminente para a vida ou
de grave comprometimento da integridade física ou psíquica da criança ou
jovem, e na ausência de consentimento dos detentores das responsabilidades
parentais ou de quem tenha a guarda de facto, qualquer das entidades referidas
no artigo 7.º ou as comissões de proteção tomam as medidas adequadas para a sua
proteção imediata e solicitam a intervenção do tribunal ou das entidades
policiais.
2 - A entidade que intervém nos termos do número anterior
dá conhecimento imediato das situações a que aí se alude ao Ministério Público
ou, quando tal não seja possível, logo que cesse a causa da impossibilidade.
3 - Enquanto não for possível a intervenção do
tribunal, as autoridades policiais retiram a criança ou o jovem do perigo em
que se encontra e asseguram a sua proteção de emergência em casa de
acolhimento, nas instalações das entidades referidas no artigo 7.º ou em outro
local adequado.
4 - O Ministério Público, recebida a comunicação efetuada
por qualquer das entidades referidas nos números anteriores, requer
imediatamente ao tribunal competente procedimento judicial urgente nos termos
do artigo seguinte.
Ou seja, a pessoa responsável pela direcção da escola passa
a deter o poder de acionar o mecanismo que retira imediatamente os filhos aos
pais. É a escola que passa a ter plenos poderes para fazer o que muito bem
entender com os filhos dos cidadãos e ai do cidadão que se atreva a
contrariar a endoutrinação que está a ser levada a cabo, ou, digo eu, a não
cair nas boas graças do director pró-lgbt+ e dos activistas que infestam a
Escola.
Por favor, ENTENDA: qualquer criança, que não goste de ser
contrariada pelos pais, pode ser imediatamente retirada à família sem os pais
serem sequer ouvidos e «Enquanto não for possível a intervenção do tribunal, as
autoridades policiais retiram a criança ou o jovem do perigo em que se encontra
e asseguram a sua proteção de emergência em casa de acolhimento, nas
instalações das entidades referidas no artigo 7.º ou em outro local adequado.».
Sim. Isso significa que pode chegar à escola e não encontrar
o seu filho, porque ele foi levado para as instalações das entidades referidas
no artigo 7.º ou para outro local adequado.
Sim. Esta lei, ao ser aprovada, expropria os pais da
educação dos seus filhos e torna-os súbditos deles e dos transactivistas.
Sim. Qualquer pai/mãe que contrarie o filho, seja em que
área for, pode ser acusado de maus tratos emocionais e psicológicos e, ainda
que o petiz minta, perder a posse e guarda dele até que os factos venham a ser
apurados, pois, caso não haja testemunhas, prevalecerá a palavra da criança
lgbtetc. e daqueles que a instruem.
A constante tentativa dos transactivistas em impôr
procedimentos rejeitados pelo Tribunal Constitucional e pelo Presidente da
República às escolas, a falta de clareza nos padrões legais, a falta de debate
público sobre o perigo das “transições sociais” e a proliferação de planos de
apoio à ideologia de género, que impedem os pais de receberem informações
cruciais sobre os seus próprios filhos, clamam por uma intervenção urgente do
Ministério da Educação e do Tribunal Constitucional. Quando as políticas de
género e os direitos parentais colidem, os pais não podem continuar a ser
relegados à condição de meros espectadores impotentes no que concerne ao
desenvolvimento da identidade dos seus próprios filhos.
A não ser que o actual executivo queira entrar dentro de
casa das famílias e usar a CPCJ para retirar os filhos aos pais que não concordem
com a nova orientação/identidade sexual do filho menor, adquirida através da
lavagem cerebral levada a cabo nas redes sociais e na Escola.
A maioria de direita,
eleita pelos portugueses, tem a oportunidade de esclarecer os limites dos
direitos parentais — algo que não faz desde que o socialismo tomou conta do
ensino em Portugal — e deve esclarecer o quão “fundamental” é o direito
parental.
Maria, chamemos-lhe assim, tem 11 anos e até há escassos meses era a típica menina 'menina' - gostava de peluches, de comprar roupa feminina, de se vestir de princesa no Carnaval. Até começar a sofrer bullying intenso na escola, que ocultou dos pais, sob ameaça dos colegas agressores e se fechar numa concha de depressão, "assessorada" por companhias tenebrosas, desconhecidas e aos milhares, no online. A mudança foi radical. A menina alegre, de sempre, desapareceu e no seu lugar surgiu o Mário, chamemos-lhe assim, a identidade que arranjou para substituir a frágil Maria. Cortou os lindos cabelos compridos e as roupas estilosas de menina foram substituídas por camisolonas largas de rapaz. Neste Verão que passou, começou a recusar-se a ir à praia, de que tanto gostava, porque, dizia, odiava o seu corpo. Assim, de um momento para o outro. Daí a anunciar aos pais que já não era uma rapariga, mas sim, um rapaz, o Mário, foi um ápice. Desesperados, os pais procuraram aquela que os jornalistas dos jornais ditos de "referência" apontam como a mais experiente psiquiatra nesta matéria e voz sonante também junto do SNS, graças ao cargo de 'coordenadora' da Estratégia de Saúde LGBT para a DGS. Zélia Figueiredo esteve com a Maria, a quem chamou Mário logo a partir dos primeiros segundos, durante 10 minutos e imediatamente concluiu que a menina deveria receber bloqueadores hormonais. 10 minutos. Os pais da Maria são os mais recentes membros de um grupo do qual ninguém quer fazer parte - o Juventude em Transição (JeT), da plataforma Genspect e testemunhas sofridas de uma prática clínica totalmente anti-ética, porém legal ao abrigo da lei da autodeterminação de género aprovada pela Esquerda radical. Chamam-lhe 'medicina de género afirmativa' e o seu pressuposto é que se deve afirmar, cegamente, a suposta 'identidade de género' dos pacientes que planam, para o abismo, em piloto-automático. Tenham 25 anos, 16 ou apenas 11, como a Maria. É assim que se faz em Portugal. Em destaque, o pedido de ajuda da mãe da Maria, reenviado pelo grupo 'Acordai pelas nossas crianças' ao Jet. Aqui o link do podcast da Maria Helena Costa (que continua a fazer o que os jornalistas deveriam fazer) que, ontem, falou com a mãe da Maria.
Como qualquer seita religiosa, o wokismo tem os seus dogmas
de fé. Neste artigo, proponho-me partilhar três crenças fundamentais - três
dogmas de fé - professados por aqueles que crêem que o sexo e o próprio corpo
são construções sociais que podem ser mutilados e reconstruídos de acordo com
os sentimentos de cada um e a arte do cirurgião plástico.
1) Eu autodetermino a minha identidade
Tradicionalmente, todos os habitantes do planeta terra têm
percebido que a nossa identidade – homem ou mulher - é algo que recebemos desde
o momento da concepção e, portanto, é estável. Na civilização judaico-cristã
sempre se entendeu que somos aquilo que Deus determinou que fôssemos: a nossa
família, o nosso sexo, as nossas características biológicas, a nossa
nacionalidade e a cor da nossa pele não surgiram de sentimentos ou decisões,
mas de uma realidade completamente fora do nosso controle.Hoje, a onda de loucura que saiu das
universidades norte-americanas e que tem vindo a varrer o Ocidente quer
obrigar-nos a acreditar que as coisas mudaram, que a nossa identidade é algo do
tipo "faz tu mesmo" baseada na auto-descoberta e na auto-expressão
apreendidas na internet e na escola. Esse
dogma de fé coloca os sentimentos e as decisões pessoais – influenciados pela
cultura woke - num lugar de destaque e diaboliza quaisquer restrições externas.
Como definiu Carl Truman:
«[Esta é] uma visão da personalidade que dispensou quase
completamente a ideia de qualquer autoridade além da convicção pessoal e
psicológica, uma noção estranhamente cartesiana: Acho que sou uma mulher,
portanto sou uma mulher».
2) São os meus sentimentos, não o meu corpo, que
determinam o meu género/sexo
Fiéis ao dogma, os fanáticos religiosos transactivistas
determinaram que são os seus sentimentos, não a sua biologia, que determinam a
sua identidade. É uma visão que extrapola o poder a mente (penso, logo existo)
sobre a matéria, e há quem pense que não há nada de errado com essa maneira de
pensar. Mas, tente aplicar essa lógica à idade ou à raça. E se um uma criança
de 12 anos quiser tirar a carta de condução e disser que se sente um jovem de
18 anos, preso no corpo de uma criança de 12? E se um adulto se autodeterminar
uma criança de 10 anos, presa no corpo de um adulto, e quiser manter relações
sexuais com uma criança da mesma idade?E
se um homem branco disser que se sente um homem negro e se quiser candidatar à
bolsa de estudos destinada a alunos negros?
Por enquanto, creio que todos concordamos que a idade e a identidade
étnica são determinadas por factos concretos e não por sentimentos. Independentemente
do que possamos sentir quanto à nossa idade ou etnia, esses sentimentos não
determinam a nossa idade nem a nossa origem étnica. Por que cargas d’água seria
diferente quando se trata do nosso sexo?
Antes do advento do transactivismo e da imposição das
políticas identitárias à sociedade, os profissionais de saúde praticavam a
chamada «espera vigilante» cuidando das pessoas que sofriam de um transtorno da
sexualidade (disforia de género), procurando entender pacientemente os
sentimentos de quem vivencia uma patologia raríssima enquanto os ajudavam a sentir-se
mais confortáveis com seu sexo biológico. E eles não faziam isso por serem
transfóbicos, mas sim porque «há estudos de longo prazo de indivíduos com
disforia de género na infância que [revelam que], na maioria dos casos o
desconforto ou angústia de género se resolve naturalmente sem qualquer
intervenção». (Zucker, 2018)
Hoje, infelizmente, devido à aprovação da hedionda lei que
«proíbe as terapias de conversão forçada», os clínicos estão obrigados a
afirmar o género autodeterminado por crianças de qualquer idade sob pena de
perderem a licença para exercer – de 2 a 20 anos - e de serem presos. Assim,
devido ao transactivismo e à militância de certas maiorias parlamentares, a ideia
de uma identidade baseada em sentimentos afectou a maneira como cuidamos de
pessoas com problemas de saúde mental.
3) Encontramo-nos a nós mesmos por meio da alteração da aparência
externa, não da realidade interna
Há muito que o ser humano reconhece a sua necessidade de
cura e de mudança interior. Ninguém está livre de não gostar do seu corpo, de
ter maus pensamentos, desilusões amorosas, sentimentos de perda e um sem-número
de distúrbios psicológicos. Mas, definitivamente, a revolução transgénero não é
o caminho em direcção à cura e à aceitação de quem somos, pois pressupõe que a
mudança profunda de que uma pessoa que sofre de disforia de género precisa se
resolve com a rejeição definitiva do próprio corpo, com a amputação de partes
saudáveis desse corpo e com a dependência permanente de drogas. O
transactivismo convence aqueles que sofrem de que precisam mudar a sua
aparência externa, não a sua perspectiva.
Devido à pressão política, a disforia de género, uma doença
mental, não está a ser tratada por meio de aconselhamento, mas sim por meio da
transição, um processo altamente doloroso que envolve bloqueadores da
puberdade, tratamentos hormonais e cirurgias. Apesar do número crescente de
jovens que se arrependeram da transição, continua a haver um debate na
comunidade médica sobre a idade e a velocidade ideais para iniciar uma criança
nesse caminho. O debate público é praticamente inexistente e quando há debate,
sobre o momento e o ritmo do tratamento afirmativo do género, parece haver cada
vez mais médicos a concordar que é preciso mutilar/alterar o corpo para curar a
mente. Ou não fosse este o negócio mais lucrativo do momento. Como disse StellaO’Malley:
«O fenómeno trans foi importado da América e assenta numa
lógica de saúde orientada para o consumidor.»
Algumas preocupações sobre a transição
Mesmo que alguém admitisse que os sentimentos determinam o género/sexo,
há três grandes preocupações quanto à pressão para se passar da terapia
afirmativa para a transição hormonal e cirúrgica.
1)A terapia afirmativa de género avança muito
rapidamente com crianças imaturas que são facilmente manipuladas por adultos
activistas que infestam as escolas, as redes sociais, os desenhos animados, a
publicidade, etc.. Historicamente, a disforia de género afectava
predominantemente homens na primeira infância, com uma proporção de até cinco rapazes
para uma rapariga — e a maioria a superou-a. Hoje, cerca de dois terços dos
casos afectam mulheres biológicas e os sintomas surgem repentinamente nos anos
turbulentos da adolescência. Essas mudanças apontam claramente para o efeito
contágio. Além disso, há estudos que indicam que a transição social de uma
criança (tratar crianças pequenas como se fossem de facto do outro sexo) aumenta
drasticamente a probabilidade de a disforia de gênero persistir. Como é que podemos
justificar que se encorajem crianças durante os primeiros anos do seu desenvolvimento
complexo a fazer mudanças permanentes com base no que pode ser uma fase
passageira? Isto é criminoso.
2)Os métodos de transição são inerentemente
traumáticos para a natureza dos nossos corpos. É impossível não ver uma
desconexão entre a crescente preocupação da nossa cultura com a natureza —
cuidado com o meio ambiente e a adopção de alimentos não processados — e o
tratamento promovido pelos movimentos transgénero para os nossos corpos
naturais. Numa carta dirigida aos editores do London Times, um teólogo
colocou-o assim:
[A transição de género] envolve negar a bondade, ou mesmo
a realidade última, do mundo natural. A natureza, no entanto, tende a
contra-atacar, com as prováveis vítimas neste caso sendo jovens vulneráveis e
impressionáveis que, como adultos confusos, pagarão o preço pelas fantasias da
moda de seus mais velhos.
À medida que o número de clínicas de género dispara em todo
o Ocidente — em Portugal fala-se numa quarta unidade de saúde (paga com o
dinheiro dos contribuintes) para transgéneros — várias nações europeias
endureceram as restrições para jovens que querem fazer a transição. De acordo
com o Conselho Nacional de Saúde e Bem-Estar da Suécia: «Os riscos de
intervenções hormonais para jovens com disforia de género superam os benefícios
potenciais».
3)Quando se julga a terapia afirmativa do género pelos
seus próprios objectivos, a transição não se mostrou eficaz. Ainda não se sabe
se o alívio de curto prazo da disforia que os adolescentes podem sentir após a
transição persistirá na idade adulta. Também não se sabe como é que os
adolescentes se sentirão a longo prazo acerca as mudanças irreversíveis feitas nos
seus corpos. O que já se sabe é que há cada vez mais jovens adultos a
arrepender-se de terem feito a transição.
Recentemente, em Portugal, uma jornalista entrevistou StellaO’Malley,
a fundadora da Genspect (organização internacional que procura uma abordagem
saudável e não medicalizada a problemas de género), e perguntou-lhe:
«O que diria à nossa ministra da saúde?»
A resposta foi esta:
«O governo português, se for sábio, pode aprender com os
erros cometidos nos outros países em relação às questões de identidade de
género e assim evitar que esses mesmos erros aconteçam em Portugal e com
consequências terríveis para os jovens. Basta parar, questionar e pensar um
bocadinho. Quem foram os pioneiros da medicina pediátrica de transição e o que
estão a fazer? Países como a Suécia e a Finlândia estão a pôr travão a fundo na
abordagem afirmativa da medicina de género e reduziram drasticamente todas as
clínicas que existiam. Se o governo português tiver sabedoria deverá olhar para
o que aconteceu na Inglaterra onde se realizou a maior pesquisa independente de
sempre sobre medicina de género (o Cass Report, que demorou quatro anos a ser realizado),
cuja conclusão foi bastante clara: não existem evidências científicas para
apoiar este tipo de intervenção tão radical junto de crianças e jovens. Isto
não pode continuar a ser feito em crianças e jovens demasiado vulneráveis para
assumirem esse tipo de decisões.»
O fenómeno está instalado em Portugal, ainda sem grande
debate público, e porém, como noticiou a revista Sábado,
por semana há 11 pessoas a mudar de género.
«A maioria (cerca de 60% das pessoas que estão a mudar de
sexo) são raparigas que estão a transacionar para rapazes. Muitos destes jovens
vão além da mudança de nome e avançam para a medicalização, um número que tem
crescido exponencialmente e que tem alarmado muitos profissionais de saúde
mental que, em sintonia, com os seus colegas em muitos países ocidentais,
alertam para o fenómeno de contágio social que deve ser acautelado antes de
qualquer intervenção hormonal e cirúrgica. Particularmente vulneráveis a este
contágio, estão os jovens com neurodiversidade, no espectro do autismo, como
revelam vários estudos publicados sobre esta matéria.»
A transição é uma aposta de alto risco e de baixíssima
recompensa. Urge que os pais levantem a sua voz no sentido de travar este
flagelo. Urge reverter a lei que proíbe as ditas «terapias de conversão
forçada», pois a única conversão forçada que existe de facto é a que tem vindo
a ser semeada e regada na mente de crianças, adolescentes e jovens, desde a
mais tenra idade.
Quando ouvi o vídeo em inglês não queria acreditar que
estava a entender o que estava a ser dito, até porque envolve duas crianças...
Então, pedi ao meu amigo Ari Constâncio para traduzir a conversa e, quando ele
ma enviou, chorei.
Como é possível que isto esteja a ser feito a crianças
indefesas?
Como é possível que adultos promíscuos e ensandecidos abusem
e manipulem crianças desta forma?
“Família de género neutro educa a sua criança como “theyby”
Programa “Good Morning Britain”
Apresentadores: Piers Morgan (PM), Susanna Reid (SR)
Entrevistado: Ari Dennis (AD) (mulher biológica)
Susanna Reid: Temos ouvido falar de pessoas que se
identificam como não-binários usando o pronome “they/them” (eles) em vez de
“ele” ou “ela” mas … e que tal isto? Ter um “theyby” em vez de “baby” (bebé). É
um novo termo que alguns pais usam para mostrarque a sua criança está a crescer com género não-binário. É uma situação
muito interessante. Conte-nos por favor um pouco sobre Sparrow. Consegue pelo
menos dizer com que género Sparrow nasceu ou é algo que simplesmente evita
falar?
Ari Dennis: Bom, toda a questão sobre género é que ainda não
conhecemos o género de Sparrow. Quanto à sua anatomia, preferimos manter isso
privado (apenas alguns cuidadores sabem).
SR: Isso não foi o que ocorreu com Hazel, que foi a sua
primeira criança, porque Hazel cresceu sendo educada como menina.
AD: Bom, eu atribuí inicialmente pronomes binários a Hazel,
é verdade. Quando Hazel cresceu, manifestou preferência por um desses pronomes.
Piers Morgan: Certo, para que eu possa entender, isto é
evidentemente muito complicado. Não para si, mas é complicado para mim.
Deixe-me por favor tentar talvez ilustrar. Explique-nos a sua configuração
doméstica. Você é casado, certo?
AD: Sim, somos uma família de 3 adultos educando duas
crianças, de 8 e 1 ano de idade.
PM: E como se descreve a si próprio? Nasceu como macho
biológico? Como se identifica?
AD: Eu sou não-binário, o que significa que não me
identifico como homem ou como mulher e uso pronomes “they”.
PM: OK, e a sua esposa ou companheira? É esposa? Como
descreve a sua “metade”?
AD: Bom, todos os adultos da família se identificam como
transgénero ou não-binário.
PM: Certo. É casado com um ou com ambos os adultos?
AD: Legalmente, casado com um e numa relação com o outro.
PM: É casado com …? Como se chama?
AD: Brenn.
PM: Sim. Brenn identifica-se como?
AD: Como mulher.
PM: Nasceu mulher e continua identificada como mulher?
AD: Sim, é mulher.
PM: Quem é o terceiro elemento?
AD: A minha parceira Luna, que também usa pronomes
“they/them”.
PM: Luna é macho ou fêmea ou não-binário?
AD: Não-binário.
PM: Não é então casado com Luna?
AD: Não.
PM: OK, têm então duas crianças em casa.
AD: Sim.
PM: Para clarificar, não sabemos se Sparrow nasceu macho ou
fêmea, porque não nos disse. Sparrow é agora não-binário?
AD: Não, eu diria que Sparrow é “ante-género”, que é um
termo que significa “antes do género”. Sabe, nesta idade as crianças não são
capaz de compreender o género. Não significa que a criança seja não-binária,
mas que não tem ainda qualquer género.
PM: Deixe-me tentar entender.
AD: Obviamente que tem anatomia.
PM: Então que anatomia tem Sparrow?
AD: Bom, isso é algo que não discutimos normalmente a não
ser que seja necessário, como com um médico ou um cuidador.
SR: Gostava de intervir neste ponto, porque penso que muitas
pessoas acham isto muito confuso. Isso sucede porque as pessoas pensam que, se
se nasce com uma anatomia biológica, isso indica que se é homem ou mulher e,
portanto, temos esse facto como a identidade de género. Pode explicar porque
motivo acha que não é útilque a
anatomia deva ditar a identidade de género? Eu penso que é a grande questão a
que a sua situação está a querer conduzir, não? Quando se nasce com certos
genitais, a sociedade decide como nos devemos comportar. Parece que é contra
isso que se insurge, não?
AD: Sim, é uma boa questão e uma boa clarificação. É verdade
que quem nasce com uma certa anatomia identifica-se com o género
correspondente. Contudo, isso nega totalmente o facto de que existem
legitimamente milhares de pessoas em todo o mundo para quem não é esse o caso.
SR: Considerando esse ponto de vista, você não é
necessariamente imposto pela sociedade. Quero dizer que, se tem uma menina, que
é uma menina biologicamente, ela pode decidire continuar a ser “ela”.
PM: Susanna, não pode chamar Sparrow de “ela”
SR: Eu sei, vamos então falar de outra menina.
PM: Não sabemos se Sparrow é “ele” ou “ela”.
SR: É verdade. Vamos então pensar numa menina cujos pais a
consideram “ela”. Ela não precisa necessariamente de brincar com bonecas ou ter
lições de culinária.
AD: Expressão de género é totalmente diferente de identidade
de género. Alguém pode identificar-se como rapaz e gostar de qualquer cor,
brinquedos, desportos, dança, rosa, azul, etc. É o mesmo que sucede com a
identificação como menina ou não-binário. Os interesses das pessoas, ou os seus
hobbies ou preferências não determinam o seu género.
PM: Quando é que Hazel decidiu que não mais seria uma
menina?
AD: Hazel decidiu que o seu género era não-binário quando
tinha 4 anos de idade. Anteriormente havia explorado um género, experimentando
diferentes pronomes e nomes, mas preferiu usar os pronomes “they/them” e o nome
Hazel.
PM: Com o devido respeito, eu tenho uma filha de 7 anos de
idade. Quando ela tinha 4 anos, a sua decisão principal em cada dia era se
assistia à “Porquinha Peppa” ou à “Frozen” na TV. Ela não tinha qualquer ideia
sobre identidade de género ou ser não-binário ou coisa semelhante. Estou seguro
de que não foi ideia de Hazel, pois não? Antes foi ideia sua a decisão de Hazel
lidar com questões de género. Persuadiu-a de que não deveria continuar a ser
menina.
AD: Pessoalmente, não concordo com a sua afirmação, mas
percebo como tal conclusão pode ser atingida. Eu penso que cada ambiente
familiar é único. Imaginemos que uma criança se torna pianista de concerto numa
idade precoce como 6 anos, tocando Beethoven. Isso poderá suceder porque o seu
pai é pianista, havia um piano em casa e houve uma experimentação musical
precoce. Hazel tem uma educação única porque está numa família LGBT,
encontrando pessoas com diferentes expressões de género e podendo explorar e descobrir
o seu próprio género de forma segura.
PM: Não será porventura incrivelmente cansativo todo este
esforço? Não tenho nenhum problema em você viver a sua vida como quer.
Sinceramente não tenho problema. Você é um adulto maduro, quer chamar-se como
“they” e considerar-se não-binário. Tenho todo o respeito pelos seus direitos,
sinceramente, em fazer o que quiser. A minha preocupação é sobre o que está a
acontecer às crianças na sua casa e como tudo resulta de decisões dos adultos
da casa e não das crianças. E quanto a Sparrow — nem sequer sabemos se Sparrow
é menino ou menina e você diz que se referem a Sparrow por “they”? Como é que
Hazel chama Sparrow?
AD: “their” bebé irmão/ã.
PM: Então Hazel diz literalmente “bom dia, bebé irmão/ã”?
AD: Normalmente, chama pelo nome: “bom dia Sparrow”, mas
quando alguém pergunta quem é o bebé, Hazel responde “meu bebé irmão/ã”.
PM: Hazel refere-se a Sparrow como “they”?
AD: Sim.
PM: Então Hazel diz: “they, posso brincar contigo?”
AD: Não é assim quando está a falar com Sparrow. Usaria
“you” (tu) e não “they” .
PM: Mas, se eu estiver presente e quiser uma bolacha e
perguntar a Hazel “posso pegar uma bolacha?” e ela disser “sim, vou pedir a
‘they’”.
AD: Nesse caso, Hazel diria “vou perguntar a ‘them’ se quer
dar”.
PM: Digo isto porque “they/them” são pronomes plurais e
sempre tive dificuldade com isto. Não percebo porque, neste mundo não-binário,
você usa o plural para descrever uma entidade singular. Eu sou um purista
gramatical e tento perceber o porquê de fazer isto.
AD: Bom, na verdade “they” tem um histórico de ser usado
como pronome singular, tanto como plural. Há vários séculos, pessoas usavam o
plural como singular, mas admito que esses pronomes são sobretudo plurais. Nós
estamos apenas agindo dentro dos limites dos pronomes disponíveis em inglês. Há
quem use pronomes inventados mas por vezes pode ser difícil lidar com esses
pronomes.
SR: Confesso que é complicado para mim compreender esta
questão e estou a fazer todo o esforço possível para ser sensível e
compreensiva. Acho que muitas pessoas consideram difícil de entender quando se
trata de crianças porque, se pensarmos p.ex. numa criança de 4 anos, é difícil
para ela tentar expressar isso a outros adultos que não compreendem a sua
configuração familiar. Como é que uma criança pequena explica a sua realidade a
outras crianças com quem poderá compartilhar p. ex. a creche?
AD: É uma boa questão. Hazel é muito confiante e
comunicativa e gosta de advogar pela visibilidade da sua família. Gosta de
interagir com os colegas e adultos em conversas. Obviamente, nunca a forcei a
se destacar e sempre lhe disse que poderia desligar-se se não quisesse explicar
a sua realidade. Para Hazel, é muito simples dizer que não sabe o género de
Sparrow, pois Sparrow é que decidirá mais tarde. Neste momento, usamos apenas
pronomes plurais.
PM: O que acontece se Sparrow … que idade tem Sparrow, tem 4
anos?
AD: Sparrow tem 1 ano de idade.
PM: Peço desculpa, então Hazel tem 4 anos e Sparrow tem 1
ano.
AD: Hazel tem 8 anos e é não-binário desde os 4 anos.
PM: OK, então Hazel mudou o seu género aos 4 anos e agora
tem 8. Sparrow tem 1 ano.
AD: Sim.
PM: O que acontece se Hazel decidir amanhã que gostaria de
ser agora menino ou menina?
AD: Eu apoiaria a decisão de Hazel, pois é totalmente livre
de continuar a explorar o seu género e como este se desenvolve. Afinal, o
género não é estático para algumas pessoas. Hazel quer neste momento usar
pronomes plurais.
PM: Imaginemos quando Sparrow chegar aos 3 ou mesmo 2 anos
de idade, quando começa a pronunciar as primeiras palavras. Sparrow diz que
quer ser não-binário, menino ou menina. Vai ter considerar tudo o que uma
criança tão pequena diz? Afinal fê-lo com uma criança de 4 anos que insistiu em
mudar de género. Aceita o mesmo para uma criança de 2 anos?
AD: Eu aceitaria que esta criança estaria a explorar ainda,
pois nessa idade não me pareça definitivo.
PM: Ari, a criança tem 2 anos! Desculpe eu continuar a
parecer o aborrecido “velho do Restelo”. Uma criança de 2 anos não faz a mínima
ideia a respeito de tudo isto. O facto de você como pai sequer considerar
possível uma criança de 2 anos ter qualquer capacidade de formar uma perceção
séria sobre o seu género… Sinceramente tenho de lhe dizer que é totalmente
ridículo e danoso para essa criança.
AD: Bom, nesse caso, se (como você diz) a criança de 2 anos
não tem capacidade séria de conceptualizar o género, não acha tóxico ou bizarro
que lhe seja imposto “és um rapaz” por causa da anatomia. Se a criança não tem
capacidade séria de conceptualizar o que é ser rapaz, não fará mais sentido eu
não lhe impor que género deva ter? Eu não enfatizo constantemente o seu género.
Deixo-a ser quem ela quer ser, uma simples criança.
PM: Você impõe uma estrutura. Que estrutura mais clara
existe do que você dizer à criança “este é o teu nome; quando fores adulto,
podes escolher outro nome como parte da tua capacidade e responsabilidade de
decidir”. Ser pai também é tomar decisões pela criança até ela ter maturidade
para decidir por si mesma.
AD: Parece-me que você está a expressar o que designamos de
“childism”, que é assumir que alguém tem de ser legalmente adulto para ter a
capacidade de se conhecer a si mesmo. Eu acho que uma criança pode explorar a
sua identidade.
PM: Eu já escutei todos os “ismos” imagináveis. Já fui
acusado de todos os “ismos” e estou lidando com dificuldade neste mundo de
“ismos”. O que é “childism”?
SR: Estás contra crianças tomarem as suas próprias decisões!
AD: Eu acredito que “childism” é a normalização de maus
tratos a crianças só por serem crianças, por exemplo assumindo que não podem
ter ideias ou opiniões. É claro que precisam de orientação e estrutura, mas
“childism” é maltratá-las ou tratando-as como um bem nosso ou negar-lhes a sua
identidade e autonomia.
PM: Então, atribuir um género à criança por causa da sua
anatomia, considerando que é rapaz ou rapariga, e dar-lhe um nome, considera
como “childism” na sua perspetiva?
AD: Não por dar, mas por forçar o seu uso sem ter conta a
vontade da criança.
PM: Então e se uma criança de 3 anos de idade decidir que
não é mais um rapaz e não quer ser chamada “Bob” mas “Doris” p.ex.? Se a
criança assim decide e eu não aceito e digo-lhe que o seu nome é Bob, não
Doris, e que é rapaz, não rapariga, sou então culpado de “childism”?
SR: Potencialmente, sim.
Pais, ACORDEM! É isto que está a ser incutido aos vossos
filhos, todos os dias, na escola, nas séries, nos desenhos animados e até no
próximo lançamento da Marvel, com um super-herói transgénero, e, diz a Marvel,
vêm aí mais filmes com personagens "LGBTI", o primeiro já no final
deste ano.
“Adeus, até para o ano” ouço os meus filhos dizer aos primos
e amigos com quem se hão-de cruzar mais semana menos semana (pois moram na
mesma rua e alguns até andam na mesma escola). “Até para o ano…” porque até lá
a vida vai ficar congelada. Dizemos adeus às férias com o peito amedrontado
diante do peso esmagador de uma roda dentada que aí vem (as aulas) e que ameaça
mais uma vez triturar-nos os ossos à sua passagem. Começa aquela engrenagem dos
horários, livros, mochilas, passes, transportes, testes, boleias, lancheiras,
testes, explicações, reuniões na escola, testes, visita de estudo, dia disto,
dia daquilo, trabalhos de grupo, e testes outra vez até ao Exame Nacional, que
é aquela autoridade de quem tudo depende. E não sabemos como chegar inteiros
àquele momento em que podemos olhar de novo para o céu estrelado e apreciar-lhe
a beleza, livres do inexorável poder do relógio.
Absorção dos direitos da família pelo Estado
A aceleração em que vivemos deixa-nos a viver na superfície,
na emoção, no imediatismo. Nas famílias não há tempo de uns para os outros, e
muito menos tempo para Deus. Se houver escola que tome conta dos filhos até às
19h, deixamos lá os filhos. Mais tarde, quando formos velhos, somos nós que
procuramos um Lar, porque não queremos dar trabalho àqueles filhos para quem
não tivemos tempo!
Insensivelmente fomos transferindo para o Estado as
responsabilidades do indivíduo e da família. É ambição típica dos estados
laicistas expropriar a família da moral que antes lhe pertencia e era
cuidadosamente preservada de ingerências políticas.
Se um dos erros do liberalismo burguês é a dissolução
individualista, o erro do totalitarismo é o da absorção dos direitos da família
pelo Estado. Um e outro afligem as nossas sociedades. Afirmar que a família
está em crise é algo completamente banal. Qualquer que seja o ponto de vista, a
família nuclear, órgão essencial pelo qual transmitimos o nosso ADN cultural e
social, está em declínio.
Toda a gente sabe que este declínio tem custos económicos e
sociais incalculáveis. Esperaríamos que os estados tudo fizessem para
contrariar esta tendência e resgatar as gerações desta nova forma de pobreza e
exclusão social; mas não é assim. Primeiro extinguiu-se o conceito de família
alargada, depois a erosão chegou abertamente ao conceito de família nuclear e
de paternidade/maternidade. O Estado foi aumentando o seu poder e invadindo os
espaços que antes eram ocupados pelas famílias, até se tornar o dono absoluto
da autoridade sobre os nossos filhos.
Foi assim que vimos encerrar escolas públicas por não
pertencerem ao Estado: ensino público idóneo, só o do Estado. Também por isso,
já sabemos que durante 38 semanas do ano, os nossos filhos pertencem à escola.
Em alguns países da Europa é um delito levar o filho de férias durante o
período escolar, sem autorização. Nos últimos dias de aulas antes da Páscoa do
ano corrente era notícia cerca de uma dezena de pais que, surpreendidos pela
polícia nos aeroportos da Alemanha, pagaram uma multa para poderem prosseguir a
viagem com os seus filhos, em véspera de feriado.
Os pais, principais educadores dos filhos?
O Estado, e não os pais, tornou-se o árbitro do superior
interesse da criança. Governos, tribunais e opinião pública parecem pôr-se de
acordo em esvaziar os pais de autoridade. A ideia de que os pais são os
principais educadores dos seus filhos, a quem transmitem conhecimentos,
valores, costumes e crenças parece dar lugar a uma utopia: a de que os pais
devem fazer chegar os filhos intocáveis até à idade adulta, para que eles
possam escolher livremente a sua própria identidade, os seus valores, a sua religião.
E é assim que muitas responsabilidades se tornaram inaceitáveis e
condenatórias.
Nos EUA, os pais perderam a tutela da sua filha adolescente
por não apoiarem a sua “transição” para menino.
Na Escócia, apesar das campanhas de oposição, o
projecto Named Person Scheme estabelece que a cada criança seja
designada uma pessoa responsável por acompanhar o seu progresso individual e a
sua vida familiar – como se os pais devessem ser permanentemente controlados.
Monitorizar o bem-estar da criança permite que a Pessoa Designada viole a
privacidade das famílias, em nome do Estado e com a cumplicidade dos tribunais.
Na Noruega, as famílias protestam contra o temível
Barnevernet, o Serviço de Protecção de Menores que, no interesse superior das
crianças, as retira aos pais, com critérios obscuros e autoritários, como por
exemplo, problemas psicológicos dos pais, punições físicas (proibidas naquele
país), ou simplesmente “falta de competências parentais”. Os serviços de saúde,
as escolas, a polícia têm o dever de sinalizar crianças ou adolescentes que
estejam a viver situações adversas. Desde a sua criação em 1992, este tribunal
já foi condenado quatros vezes pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, sem
consequências. Em 2015 o Barnevernet retirou 16.000 crianças aos pais sem
discussão prévia, o que representou um aumento de 70% em cinco anos.
As famílias das vítimas mobilizam-se na plataforma StopBarnevernet, onde tentam mostrar ao mundo as arbitrariedades deste poder.
Agentes policiais levam as crianças sem ordem judicial e entregam-nas a
outras famílias, por mera decisão de uma Comissão de assuntos familiares, que
depois desenvolve o processo judicial. É assustador, mas sempre com bons
objectivos: proteger as crianças desses seres perigosos que são os pais.
Foi com espanto que ouvimos Damian Hinds, Secretário da
Educação no Reino Unido, afirmar o direito que têm os pais de poderem retirar
os seus filhos das aulas de educação sexual ministradas nas escolas. Mas
quantos são os pais que se atrevem a tal? É uma matéria em que a Ciência
soçobrou ao dogma. Ninguém quer ser considerado homófobo – que é o título que
cabe a todos os dissidentes desta prioridade política. Sob a bandeira da
igualdade todos têm de aprender o valor equivalente das relações hétero e homossexuais,
a “liberdade suprema” daquele que “muda de género” e ainda o “direito” ao
aborto.
No âmbito da Estratégia Nacional de Educação para a
Cidadania em Portugal, determinou-se que a igualdade de género seja tema obrigatório em todos os ciclos de estudo (lado a lado com temas como os
direitos humanos, o racismo, a interculturalidade…)
Aos ideólogos não passa pela cabeça que haja pais que não
queiram abdicar da sua responsabilidade, a de educar os filhos segundo
“sólidas” convicções herdadas, e não as convicções “líquidas” do Estado.
É por isso que divulgamos aqui o PIN PARENTAL que os
Encarregados de Educação podem apresentar às Escolas para, de acordo com a
Constituição Portuguesa (art.º 36, nº 5), não autorizarem aulas sobre educação
sexual integral. Não é para menos. A agenda escolar e mediática propõe-se
formar as mentes das crianças (e se possível as dos pais), para a ideia
incontestável de que os opositores da ideologia de género são perigosos e
limitam as liberdades dos seus semelhantes.
Se considerarmos a facilidade com que qualquer crítica aos
programas de igualdade vem a ser considerada “discurso de ódio”, não nos
admiramos de que os pais que lhes resistam venham a ser interrogados e
acusados.
A educação em família faz mal às crianças?
Esta ruptura entre família e escola nunca foi tão evidente.
A aliança entre a sociedade e a família desfez-se, a confiança quebrou-se.
"Peritos", que na sua maior parte apoiam a matança de filhos no
ventre e não têm filhos, têm recebido do governo poder para ensinarem aos pais
a sua missão, baseados nas ideologias modernas. O governo pretende substituir o
poder dos pais e chega a defender que a educação em família faz mal às
crianças. É uma nova forma de colonização, a «colonização ideológica», que fez
das escolas “campos de reeducação”, afirma.
A erosão da família do ponto de vista legal e social ao
longo das últimas décadas abriu caminho à destituição dos pais de uma função
básica: formar os seus filhos. E a perda de autoridade paternal já passou da
escola para os hospitais. Em Abril de 2018, em Liverpool, Alfie Evans, de dois
anos, foi privado do suporte de vida porque a justiça britânica entendeu que
era do superior interesse da criança morrer – e não ouvir o parecer de outro
hospital, disponível para se pronunciar, muito menos entrega-lo à responsabilidade
dos pais, que o amaram antes de ser concebido. A justiça britânica acha que já
não são os pais os supremos interessados no bem da criança, mas sim os
tribunais, de acordo com as equipas médicas e as políticas de saúde.
Conflitos de interesses? Não! Só pais, essa classe duvidosa,
é que estão sujeitos a esses riscos. No admirável mundo novo para onde
caminhamos só haverá filhos de pais perfeitos, em sociedades perfeitas.
Em nome de novas utopias, os Estados vão estendendo cada vez
mais o seu poder sobre as crianças. É também por isso que, no recomeço das
aulas temos a sensação de deixar a vida atrás da porta…
A sua ferramenta para impedir que a ideologia de género se
propague na educação dos seus filhos.
Destinado aos pais que desejam expressar a sua preferência
em relação à participação dos seus filhos em certas actividades, o PIN pode ser
utilizado em qualquer momento.
Caso a escola não respeite a decisão dos pais, a Associação
Família Conservadora está pronta para os auxiliar nos próximos passos, visando
a protecção dos filhos.
Adicionalmente, se necessário, disponibilizamos advogados pró bono para
aconselhamento e acompanhamento aos nossos associados.
Estamos comprometidos em garantir o respeito às escolhas
parentais no ambiente educativo.