sábado, 29 de novembro de 2025

DESENHOS ANIMADOS NA RTP PROMOVEM BLOQUEADORES HORMONAIS E CIRURGIAS DE MUDANÇA DE SEXO PARA CRIANÇAS



Por: Marisa Antunes

Não vão acreditar no que está a ser transmitido pela RTP2 para as crianças... 

O Nicolau Santos e a sua pandilha enlouqueceram de vez... Vale a pena clicar para ver o vídeo abaixo numa partilha do Juventude em desTransição do post original da influencer Francisca Zacarias Silva (Laboratorium), que tem feito um trabalho excepcional na denúncia contra várias iniciativas de ideologia de género.

Este manual repleto de patranhas absolutamente ideológicas em formato apelativo para crianças pequenas, é apresentado em formato pseudo científico e vai ao detalhe pérfido de promover os bloqueadores hormonais! Inacreditável! E super-grave.
Os bloqueadores hormonais, recorde-se, estão a ser proibidos em todo o mundo, mas por cá, não só são prescritos como até recebem publicidade em "prime-time" infantil e de graça!

Por favor, usem de forma útil a vossa indignação e protestem. Protestem mesmo!
A ERC é parcial, já sabemos, mas perante uma enchente de queixas terá de se pronunciar perante a promoção de fake news, a crianças, travestido de ciência...
O gozo dos transativistas que produziram a série de animação (e da RTP que transmitiu este lixo ideológico) é tal que ainda têm o desplante de mimar os cépticos da distopia como "terraplanistas"... Juro! Para os chalupas, os malucos somos nós que acreditamos na Ciência.
Pelas nossas crianças, pf, não deixem de protestar.
Os links aqui (só temos 28 dias a partir de hoje):

Provedora do Telespectador (RTP), Ana Sousa Dias:

https://lnkd.in/dbU9Yh-Q

ERC

https://lnkd.in/d2u8Wv_U

https://lnkd.in/dknheGve

Guião de “Boas Práticas” para retirar os filhos aos pais

 



Há cerca de um mês,  em parceria com a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens [CNPDPCJ] e financiada pela CIG [Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género], foi lançada a 2ª edição do Guião de Boas Práticas para a Promoção dos Direitos e Proteção de Crianças e Jovens LGBTI+, elaborado pela Casa Qui (da psicóloga Paula Allen, uma das transactivistas que mais parece facturar com o negócio da medicina de género e que, à semelhança do que já acontecia há 6 anos, quando debati com ela na TVI, promove consultas "gratuitas" para jovens que padecem de alguma confusão quanto ao próprio sexo).

Este Guião, que nada mais é do que a substituição do Manual Direito a Ser nas Escolas, do ex-ministro da Educação, Dr. João Costa (que, após muitas denúncias de inconstitucionalidade, o actual executivo retirou do site do Ministério da Educação com a promessa de que estaria a libertar a Escola das amarras ideológicas), mantém a distinção entre sexo e género e toda a carga ideológica da teoria Queer, que embosca as crianças nas redes sociais e nas escolas, convencendo-as de que há infinitas “identidades de género” e de que podem escolher ser do outro sexo (trans), de ambos os sexos (bi) ou de nenhum sexo (não-binário).

Entre termos ridículos, inventados pelos activistas do arco-íris, como, por exemplo, “cisgénero”, encontramos a mentira base da ideologia de género de que o "sexo é atribuído à nascença" e de que "o género/sexo é uma construção social" (pág. 5) e, pior do que isso, o incentivo à transição de género [mudança de sexo] de menores - SEM O CONHECIMENTO E SEM O CONSENTIMENTO DOS PAIS – é uma constante. De acordo com os transactivistas, autores do guião, os pais, esses malvados opressores, que mancomunados com o médico atribuíram um sexo ao próprio filho à nascença, devem ser excluídos do processo levado a cabo pelos doutrinadores de serviço - que levará os seus filhos a odiarem o próprio corpo e a quererem mutilá-lo – e, caso descubram que a sua crianças já está confusa e não aceitem afirmá-la imediatamente, aceitando a sua transição social e entregando-as nas mãos dos profissionais de saúde transactivistas, que os encaminharão imediatamente para bloqueadores da puberdade, hormonas de sexo cruzado e, finalmente, cirurgias de mutilação de órgãos saudáveis do corpo, devem ser denunciados à CPCJ, perdendo assim a tutela dos seus filhos.

Sim. É isso que se lê como “Boas práticas” na página 14 do guião:

  • Não revelar a orientação sexual, identidade de género ou expressão de género da criança ou jovem à sua família sem a autorização da mesma;
  • Não forçar a criança ou jovem a revelar a sua orientação sexual, identidade de género ou expressão de género à família;
  • Se a criança ou jovem decidir ou considerar importante revelar a sua orientação sexual, identidade de género ou expressão de género à família, trabalhar com ela os riscos e os perigos potencialmente associados, assim como as redes de suporte disponíveis caso a família reaja mal;
  • Compreender o tempo necessário que as famílias podem necessitar para gerir as suas expectativas e integrar a orientação sexual ou identidade de género, a não normatividade da expressão de género ou as características sexuais da criança ou jovem;
  • Não desvalorizar a violência familiar/doméstica que ocorre em razão da orientação sexual, identidade de género ou expressão de género ou características sexuais da criança ou jovem, mesmo que a mesma não chegue a ser física (por exemplo, trancar a criança ou jovem em casa para a impedir de estar com as pessoas do seu círculo de amizades ou com a pessoa com quem namora);
  • Apoiar a família das crianças e jovens intersexo [hermafroditas] no sentido de dar primazia à sua autodeterminação tanto quanto à sua identidade de género, quanto a intervenções médicas que não sejam por razões estritamente funcionais (E.g. dificuldade em urinar);
  • Encaminhar a família para uma associação especializada em temáticas LGBTI+ para que a mesma possa ter um espaço seguro onde pode colocar questões, desconstruir crenças erróneas sobre estas temáticas e, em simultâneo, beneficiar de apoio emocional;
  • Averiguar a possibilidade de criar grupos de apoio para famílias ou encaminhar para associações que forneçam este tipo de serviço (e.g. Associação AMPLOS);
  • Avaliar a possibilidade de existirem membros apoiantes da família alargada;
  • Guião de Boas Práticas para a Promoção dos Direitos e Proteção de Crianças e Jovens LGBTI+ (Certificar que as famílias, inclusive as adotivas, têm informação e sensibilidade sobre a temática LGBTI+;
  • Em caso de violência familiar, seja ela verbal, psicológica ou física, ou quando existem indicadores de risco ou perigo para a criança ou jovem, comunicar a situação à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens [CPCJ] local, sempre que possível, em articulação e com o conhecimento da vítima;
  • Aplicar, de forma coerente e isenta, enquanto profissional com competências para tal, a Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo (Lei nº 147/99, de 1 de Setembro), inclusive a activação do artigo 91, sempre que adequado, garantindo a intervenção das entidades competentes para salvaguardar os direitos das vítimas, tendo em conta que basta a criança ou jovem manifestar medo de regressar ao seio familiar e que estes são temas de potencial resolução difícil quando são o motivo gerador de violência. 

Muito haveria a dizer sobre este ataque cerrado ao poder paternal, mas, por hoje, só quero recordar a quem me lê que o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa VETOU os decretos sobre escolha de nome neutro eautodeterminação de género nas escolas [transição social nas escolas] e que, portanto, este Guião volta a violar a Lei em vigor.

Mais, quando se orienta a Escola a «Aplicar, de forma coerente e isenta, enquanto profissional com competências para tal, a Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo (Lei nº 147/99, de 1 de Setembro), inclusive a activação do Artº 91, sempre que adequado, garantindo a intervenção das entidades competentes para salvaguardar os direitos das vítimas», está, mais uma vez, a induzir a Escola a violar a lei e a trazer de volta a ideia de que as crianças podem ser retiradas aos pais sem que estes sequer possam defender-se das acusações dos activistas e dos próprios filhos (instruídos pelos transactivistas).

Eis que o diz ao Artº 91º:

Procedimentos urgentes na ausência do consentimento

1 - Quando exista perigo atual ou iminente para a vida ou de grave comprometimento da integridade física ou psíquica da criança ou jovem, e na ausência de consentimento dos detentores das responsabilidades parentais ou de quem tenha a guarda de facto, qualquer das entidades referidas no artigo 7.º ou as comissões de proteção tomam as medidas adequadas para a sua proteção imediata e solicitam a intervenção do tribunal ou das entidades policiais.

2 - A entidade que intervém nos termos do número anterior dá conhecimento imediato das situações a que aí se alude ao Ministério Público ou, quando tal não seja possível, logo que cesse a causa da impossibilidade.

3 - Enquanto não for possível a intervenção do tribunal, as autoridades policiais retiram a criança ou o jovem do perigo em que se encontra e asseguram a sua proteção de emergência em casa de acolhimento, nas instalações das entidades referidas no artigo 7.º ou em outro local adequado.

4 - O Ministério Público, recebida a comunicação efetuada por qualquer das entidades referidas nos números anteriores, requer imediatamente ao tribunal competente procedimento judicial urgente nos termos do artigo seguinte.

Ou seja, a pessoa responsável pela direcção da escola passa a deter o poder de acionar o mecanismo que retira imediatamente os filhos aos pais. É a escola que passa a ter plenos poderes para fazer o que muito bem entender com os filhos dos cidadãos e ai do cidadão que se atreva a contrariar a endoutrinação que está a ser levada a cabo, ou, digo eu, a não cair nas boas graças do director pró-lgbt+ e dos activistas que infestam a Escola.

Por favor, ENTENDA: qualquer criança, que não goste de ser contrariada pelos pais, pode ser imediatamente retirada à família sem os pais serem sequer ouvidos e «Enquanto não for possível a intervenção do tribunal, as autoridades policiais retiram a criança ou o jovem do perigo em que se encontra e asseguram a sua proteção de emergência em casa de acolhimento, nas instalações das entidades referidas no artigo 7.º ou em outro local adequado.».

Sim. Isso significa que pode chegar à escola e não encontrar o seu filho, porque ele foi levado para as instalações das entidades referidas no artigo 7.º ou para outro local adequado.

Sim. Esta lei, ao ser aprovada, expropria os pais da educação dos seus filhos e torna-os súbditos deles e dos transactivistas.

Sim. Qualquer pai/mãe que contrarie o filho, seja em que área for, pode ser acusado de maus tratos emocionais e psicológicos e, ainda que o petiz minta, perder a posse e guarda dele até que os factos venham a ser apurados, pois, caso não haja testemunhas, prevalecerá a palavra da criança lgbtetc. e daqueles que a instruem.

A constante tentativa dos transactivistas em impôr procedimentos rejeitados pelo Tribunal Constitucional e pelo Presidente da República às escolas, a falta de clareza nos padrões legais, a falta de debate público sobre o perigo das “transições sociais” e a proliferação de planos de apoio à ideologia de género, que impedem os pais de receberem informações cruciais sobre os seus próprios filhos, clamam por uma intervenção urgente do Ministério da Educação e do Tribunal Constitucional. Quando as políticas de género e os direitos parentais colidem, os pais não podem continuar a ser relegados à condição de meros espectadores impotentes no que concerne ao desenvolvimento da identidade dos seus próprios filhos.

A não ser que o actual executivo queira entrar dentro de casa das famílias e usar a CPCJ para retirar os filhos aos pais que não concordem com a nova orientação/identidade sexual do filho menor, adquirida através da lavagem cerebral levada a cabo nas redes sociais e na Escola.

 A maioria de direita, eleita pelos portugueses, tem a oportunidade de esclarecer os limites dos direitos parentais — algo que não faz desde que o socialismo tomou conta do ensino em Portugal — e deve esclarecer o quão “fundamental” é o direito parental.

 

MENINA DE 11 ANOS "DIAGNOSTICADA" COMO TRANS EM 10 MINUTOS. E SIM, EM PORTUGAL

 

Por: Marisa Antunes

Maria, chamemos-lhe assim, tem 11 anos e até há escassos meses era a típica menina 'menina' - gostava de peluches, de comprar roupa feminina, de se vestir de princesa no Carnaval. Até começar a sofrer bullying intenso na escola, que ocultou dos pais, sob ameaça dos colegas agressores e se fechar numa concha de depressão, "assessorada" por companhias tenebrosas, desconhecidas e aos milhares, no online.
A mudança foi radical. A menina alegre, de sempre, desapareceu e no seu lugar surgiu o Mário, chamemos-lhe assim, a identidade que arranjou para substituir a frágil Maria. Cortou os lindos cabelos compridos e as roupas estilosas de menina foram substituídas por camisolonas largas de rapaz. Neste Verão que passou, começou a recusar-se a ir à praia, de que tanto gostava, porque, dizia, odiava o seu corpo. Assim, de um momento para o outro. Daí a anunciar aos pais que já não era uma rapariga, mas sim, um rapaz, o Mário, foi um ápice.
Desesperados, os pais procuraram aquela que os jornalistas dos jornais ditos de "referência" apontam como a mais experiente psiquiatra nesta matéria e voz sonante também junto do SNS, graças ao cargo de 'coordenadora' da Estratégia de Saúde LGBT para a DGS.
Zélia Figueiredo esteve com a Maria, a quem chamou Mário logo a partir dos primeiros segundos, durante 10 minutos e imediatamente concluiu que a menina deveria receber bloqueadores hormonais. 10 minutos.
Os pais da Maria são os mais recentes membros de um grupo do qual ninguém quer fazer parte - o Juventude em Transição (JeT), da plataforma Genspect e testemunhas sofridas de uma prática clínica totalmente anti-ética, porém legal ao abrigo da lei da autodeterminação de género aprovada pela Esquerda radical. Chamam-lhe 'medicina de género afirmativa' e o seu pressuposto é que se deve afirmar, cegamente, a suposta 'identidade de género' dos pacientes que planam, para o abismo, em piloto-automático. Tenham 25 anos, 16 ou apenas 11, como a Maria. É assim que se faz em Portugal.
Em destaque, o pedido de ajuda da mãe da Maria, reenviado pelo grupo 'Acordai pelas nossas crianças' ao Jet.
Aqui o link do podcast da Maria Helena Costa (que continua a fazer o que os jornalistas deveriam fazer) que, ontem, falou com a mãe da Maria.

Porque denunciar é preciso e estamos por nossa conta:
https://lnkd.in/dFhcyQK8

Jet: https://lnkd.in/datfSHKi
Abigail Shrier, uma das primeiras jornalistas a denunciar o fenómeno de contágio social trans: https://lnkd.in/dbDaN3ch

Jornais ditos de "referência":
https://lnkd.in/gPnAWJPM
https://lnkd.in/d--Kyf-i

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Dogmas de fé do movimento transgénero




Como qualquer seita religiosa, o wokismo tem os seus dogmas de fé. Neste artigo, proponho-me partilhar três crenças fundamentais - três dogmas de fé - professados por aqueles que crêem que o sexo e o próprio corpo são construções sociais que podem ser mutilados e reconstruídos de acordo com os sentimentos de cada um e a arte do cirurgião plástico.

1) Eu autodetermino a minha identidade

Tradicionalmente, todos os habitantes do planeta terra têm percebido que a nossa identidade – homem ou mulher - é algo que recebemos desde o momento da concepção e, portanto, é estável. Na civilização judaico-cristã sempre se entendeu que somos aquilo que Deus determinou que fôssemos: a nossa família, o nosso sexo, as nossas características biológicas, a nossa nacionalidade e a cor da nossa pele não surgiram de sentimentos ou decisões, mas de uma realidade completamente fora do nosso controle.  Hoje, a onda de loucura que saiu das universidades norte-americanas e que tem vindo a varrer o Ocidente quer obrigar-nos a acreditar que as coisas mudaram, que a nossa identidade é algo do tipo "faz tu mesmo" baseada na auto-descoberta e na auto-expressão apreendidas na internet e na escola.  Esse dogma de fé coloca os sentimentos e as decisões pessoais – influenciados pela cultura woke - num lugar de destaque e diaboliza quaisquer restrições externas. Como definiu Carl Truman:

«[Esta é] uma visão da personalidade que dispensou quase completamente a ideia de qualquer autoridade além da convicção pessoal e psicológica, uma noção estranhamente cartesiana: Acho que sou uma mulher, portanto sou uma mulher».

2) São os meus sentimentos, não o meu corpo, que determinam o meu género/sexo

Fiéis ao dogma, os fanáticos religiosos transactivistas determinaram que são os seus sentimentos, não a sua biologia, que determinam a sua identidade. É uma visão que extrapola o poder a mente (penso, logo existo) sobre a matéria, e há quem pense que não há nada de errado com essa maneira de pensar. Mas, tente aplicar essa lógica à idade ou à raça. E se um uma criança de 12 anos quiser tirar a carta de condução e disser que se sente um jovem de 18 anos, preso no corpo de uma criança de 12? E se um adulto se autodeterminar uma criança de 10 anos, presa no corpo de um adulto, e quiser manter relações sexuais com uma criança da mesma idade?  E se um homem branco disser que se sente um homem negro e se quiser candidatar à bolsa de estudos destinada a alunos negros?

Por enquanto, creio que todos concordamos que a idade e a identidade étnica são determinadas por factos concretos e não por sentimentos. Independentemente do que possamos sentir quanto à nossa idade ou etnia, esses sentimentos não determinam a nossa idade nem a nossa origem étnica. Por que cargas d’água seria diferente quando se trata do nosso sexo?

Antes do advento do transactivismo e da imposição das políticas identitárias à sociedade, os profissionais de saúde praticavam a chamada «espera vigilante» cuidando das pessoas que sofriam de um transtorno da sexualidade (disforia de género), procurando entender pacientemente os sentimentos de quem vivencia uma patologia raríssima enquanto os ajudavam a sentir-se mais confortáveis com seu sexo biológico. E eles não faziam isso por serem transfóbicos, mas sim porque «há estudos de longo prazo de indivíduos com disforia de género na infância que [revelam que], na maioria dos casos o desconforto ou angústia de género se resolve naturalmente sem qualquer intervenção». (Zucker, 2018)

Hoje, infelizmente, devido à aprovação da hedionda lei que «proíbe as terapias de conversão forçada», os clínicos estão obrigados a afirmar o género autodeterminado por crianças de qualquer idade sob pena de perderem a licença para exercer – de 2 a 20 anos - e de serem presos. Assim, devido ao transactivismo e à militância de certas maiorias parlamentares, a ideia de uma identidade baseada em sentimentos afectou a maneira como cuidamos de pessoas com problemas de saúde mental.

3) Encontramo-nos a nós mesmos por meio da alteração da aparência externa, não da realidade interna

Há muito que o ser humano reconhece a sua necessidade de cura e de mudança interior. Ninguém está livre de não gostar do seu corpo, de ter maus pensamentos, desilusões amorosas, sentimentos de perda e um sem-número de distúrbios psicológicos. Mas, definitivamente, a revolução transgénero não é o caminho em direcção à cura e à aceitação de quem somos, pois pressupõe que a mudança profunda de que uma pessoa que sofre de disforia de género precisa se resolve com a rejeição definitiva do próprio corpo, com a amputação de partes saudáveis desse corpo e com a dependência permanente de drogas. O transactivismo convence aqueles que sofrem de que precisam mudar a sua aparência externa, não a sua perspectiva.

Devido à pressão política, a disforia de género, uma doença mental, não está a ser tratada por meio de aconselhamento, mas sim por meio da transição, um processo altamente doloroso que envolve bloqueadores da puberdade, tratamentos hormonais e cirurgias. Apesar do número crescente de jovens que se arrependeram da transição, continua a haver um debate na comunidade médica sobre a idade e a velocidade ideais para iniciar uma criança nesse caminho. O debate público é praticamente inexistente e quando há debate, sobre o momento e o ritmo do tratamento afirmativo do género, parece haver cada vez mais médicos a concordar que é preciso mutilar/alterar o corpo para curar a mente. Ou não fosse este o negócio mais lucrativo do momento. Como disse StellaO’Malley

«O fenómeno trans foi importado da América e assenta numa lógica de saúde orientada para o consumidor.»

Algumas preocupações sobre a transição

Mesmo que alguém admitisse que os sentimentos determinam o género/sexo, há três grandes preocupações quanto à pressão para se passar da terapia afirmativa para a transição hormonal e cirúrgica. 

1)      A terapia afirmativa de género avança muito rapidamente com crianças imaturas que são facilmente manipuladas por adultos activistas que infestam as escolas, as redes sociais, os desenhos animados, a publicidade, etc.. Historicamente, a disforia de género afectava predominantemente homens na primeira infância, com uma proporção de até cinco rapazes para uma rapariga — e a maioria a superou-a. Hoje, cerca de dois terços dos casos afectam mulheres biológicas e os sintomas surgem repentinamente nos anos turbulentos da adolescência. Essas mudanças apontam claramente para o efeito contágio. Além disso, há estudos que indicam que a transição social de uma criança (tratar crianças pequenas como se fossem de facto do outro sexo) aumenta drasticamente a probabilidade de a disforia de gênero persistir. Como é que podemos justificar que se encorajem crianças durante os primeiros anos do seu desenvolvimento complexo a fazer mudanças permanentes com base no que pode ser uma fase passageira? Isto é criminoso.

2)      Os métodos de transição são inerentemente traumáticos para a natureza dos nossos corpos. É impossível não ver uma desconexão entre a crescente preocupação da nossa cultura com a natureza — cuidado com o meio ambiente e a adopção de alimentos não processados — e o tratamento promovido pelos movimentos transgénero para os nossos corpos naturais. Numa carta dirigida aos editores do London Times, um teólogo colocou-o assim:

[A transição de género] envolve negar a bondade, ou mesmo a realidade última, do mundo natural. A natureza, no entanto, tende a contra-atacar, com as prováveis vítimas neste caso sendo jovens vulneráveis e impressionáveis que, como adultos confusos, pagarão o preço pelas fantasias da moda de seus mais velhos.

À medida que o número de clínicas de género dispara em todo o Ocidente — em Portugal fala-se numa quarta unidade de saúde (paga com o dinheiro dos contribuintes) para transgéneros — várias nações europeias endureceram as restrições para jovens que querem fazer a transição. De acordo com o Conselho Nacional de Saúde e Bem-Estar da Suécia: «Os riscos de intervenções hormonais para jovens com disforia de género superam os benefícios potenciais».

3)      Quando se julga a terapia afirmativa do género pelos seus próprios objectivos, a transição não se mostrou eficaz. Ainda não se sabe se o alívio de curto prazo da disforia que os adolescentes podem sentir após a transição persistirá na idade adulta. Também não se sabe como é que os adolescentes se sentirão a longo prazo acerca as mudanças irreversíveis feitas nos seus corpos. O que já se sabe é que há cada vez mais jovens adultos a arrepender-se de terem feito a transição.

Recentemente, em Portugal, uma jornalista entrevistou StellaO’Malley, a fundadora da Genspect (organização internacional que procura uma abordagem saudável e não medicalizada a problemas de género), e perguntou-lhe:

«O que diria à nossa ministra da saúde?»

A resposta foi esta:

«O governo português, se for sábio, pode aprender com os erros cometidos nos outros países em relação às questões de identidade de género e assim evitar que esses mesmos erros aconteçam em Portugal e com consequências terríveis para os jovens. Basta parar, questionar e pensar um bocadinho. Quem foram os pioneiros da medicina pediátrica de transição e o que estão a fazer? Países como a Suécia e a Finlândia estão a pôr travão a fundo na abordagem afirmativa da medicina de género e reduziram drasticamente todas as clínicas que existiam. Se o governo português tiver sabedoria deverá olhar para o que aconteceu na Inglaterra onde se realizou a maior pesquisa independente de sempre sobre medicina de género (o Cass Report, que demorou quatro anos a ser realizado), cuja conclusão foi bastante clara: não existem evidências científicas para apoiar este tipo de intervenção tão radical junto de crianças e jovens. Isto não pode continuar a ser feito em crianças e jovens demasiado vulneráveis para assumirem esse tipo de decisões.»

O fenómeno está instalado em Portugal, ainda sem grande debate público, e porém, como noticiou a revista Sábado, por semana há 11 pessoas a mudar de género.

Num outro artigo da revista Sábado, pode ler-se:

«A maioria (cerca de 60% das pessoas que estão a mudar de sexo) são raparigas que estão a transacionar para rapazes. Muitos destes jovens vão além da mudança de nome e avançam para a medicalização, um número que tem crescido exponencialmente e que tem alarmado muitos profissionais de saúde mental que, em sintonia, com os seus colegas em muitos países ocidentais, alertam para o fenómeno de contágio social que deve ser acautelado antes de qualquer intervenção hormonal e cirúrgica. Particularmente vulneráveis a este contágio, estão os jovens com neurodiversidade, no espectro do autismo, como revelam vários estudos publicados sobre esta matéria.»

A transição é uma aposta de alto risco e de baixíssima recompensa. Urge que os pais levantem a sua voz no sentido de travar este flagelo. Urge reverter a lei que proíbe as ditas «terapias de conversão forçada», pois a única conversão forçada que existe de facto é a que tem vindo a ser semeada e regada na mente de crianças, adolescentes e jovens, desde a mais tenra idade.



terça-feira, 25 de novembro de 2025

“Criança de 1 ano é “ante-género”, que é um termo que significa “antes do género”.”

 



Quando ouvi o vídeo em inglês não queria acreditar que estava a entender o que estava a ser dito, até porque envolve duas crianças... Então, pedi ao meu amigo Ari Constâncio para traduzir a conversa e, quando ele ma enviou, chorei. 

Como é possível que isto esteja a ser feito a crianças indefesas?

Como é possível que adultos promíscuos e ensandecidos abusem e manipulem crianças desta forma?

“Família de género neutro educa a sua criança como “theyby”

Programa “Good Morning Britain”

Apresentadores: Piers Morgan (PM), Susanna Reid (SR)

Entrevistado: Ari Dennis (AD) (mulher biológica)

Susanna Reid: Temos ouvido falar de pessoas que se identificam como não-binários usando o pronome “they/them” (eles) em vez de “ele” ou “ela” mas … e que tal isto? Ter um “theyby” em vez de “baby” (bebé). É um novo termo que alguns pais usam para mostrar  que a sua criança está a crescer com género não-binário. É uma situação muito interessante. Conte-nos por favor um pouco sobre Sparrow. Consegue pelo menos dizer com que género Sparrow nasceu ou é algo que simplesmente evita falar?

Ari Dennis: Bom, toda a questão sobre género é que ainda não conhecemos o género de Sparrow. Quanto à sua anatomia, preferimos manter isso privado (apenas alguns cuidadores sabem).

SR: Isso não foi o que ocorreu com Hazel, que foi a sua primeira criança, porque Hazel cresceu sendo educada como menina.

AD: Bom, eu atribuí inicialmente pronomes binários a Hazel, é verdade. Quando Hazel cresceu, manifestou preferência por um desses pronomes.

Piers Morgan: Certo, para que eu possa entender, isto é evidentemente muito complicado. Não para si, mas é complicado para mim. Deixe-me por favor tentar talvez ilustrar. Explique-nos a sua configuração doméstica. Você é casado, certo?

AD: Sim, somos uma família de 3 adultos educando duas crianças, de 8 e 1 ano de idade.

PM: E como se descreve a si próprio? Nasceu como macho biológico? Como se identifica?

AD: Eu sou não-binário, o que significa que não me identifico como homem ou como mulher e uso pronomes “they”.

PM: OK, e a sua esposa ou companheira? É esposa? Como descreve a sua “metade”?

AD: Bom, todos os adultos da família se identificam como transgénero ou não-binário.

PM: Certo. É casado com um ou com ambos os adultos?

AD: Legalmente, casado com um e numa relação com o outro.

PM: É casado com …? Como se chama?

AD: Brenn.

PM: Sim. Brenn identifica-se como?

AD: Como mulher.

PM: Nasceu mulher e continua identificada como mulher?

AD: Sim, é mulher.

PM: Quem é o terceiro elemento?

AD: A minha parceira Luna, que também usa pronomes “they/them”.

PM: Luna é macho ou fêmea ou não-binário?

AD: Não-binário.

PM: Não é então casado com Luna?

AD: Não.

PM: OK, têm então duas crianças em casa.

AD: Sim.

PM: Para clarificar, não sabemos se Sparrow nasceu macho ou fêmea, porque não nos disse. Sparrow é agora não-binário?

AD: Não, eu diria que Sparrow é “ante-género”, que é um termo que significa “antes do género”. Sabe, nesta idade as crianças não são capaz de compreender o género. Não significa que a criança seja não-binária, mas que não tem ainda qualquer género. 

PM: Deixe-me tentar entender. 

AD: Obviamente que tem anatomia.

PM: Então que anatomia tem Sparrow?

AD: Bom, isso é algo que não discutimos normalmente a não ser que seja necessário, como com um médico ou um cuidador.

SR: Gostava de intervir neste ponto, porque penso que muitas pessoas acham isto muito confuso. Isso sucede porque as pessoas pensam que, se se nasce com uma anatomia biológica, isso indica que se é homem ou mulher e, portanto, temos esse facto como a identidade de género. Pode explicar porque motivo acha que não é útil  que a anatomia deva ditar a identidade de género? Eu penso que é a grande questão a que a sua situação está a querer conduzir, não? Quando se nasce com certos genitais, a sociedade decide como nos devemos comportar. Parece que é contra isso que se insurge, não? 

AD: Sim, é uma boa questão e uma boa clarificação. É verdade que quem nasce com uma certa anatomia identifica-se com o género correspondente. Contudo, isso nega totalmente o facto de que existem legitimamente milhares de pessoas em todo o mundo para quem não é esse o caso. 

SR: Considerando esse ponto de vista, você não é necessariamente imposto pela sociedade. Quero dizer que, se tem uma menina, que é uma menina biologicamente, ela pode decidir  e continuar a ser “ela”.

PM: Susanna, não pode chamar Sparrow de “ela”

SR: Eu sei, vamos então falar de outra menina.

PM: Não sabemos se Sparrow é “ele” ou “ela”.

SR: É verdade. Vamos então pensar numa menina cujos pais a consideram “ela”. Ela não precisa necessariamente de brincar com bonecas ou ter lições de culinária. 

AD: Expressão de género é totalmente diferente de identidade de género. Alguém pode identificar-se como rapaz e gostar de qualquer cor, brinquedos, desportos, dança, rosa, azul, etc. É o mesmo que sucede com a identificação como menina ou não-binário. Os interesses das pessoas, ou os seus hobbies ou preferências não determinam o seu género.

PM: Quando é que Hazel decidiu que não mais seria uma menina? 

AD: Hazel decidiu que o seu género era não-binário quando tinha 4 anos de idade. Anteriormente havia explorado um género, experimentando diferentes pronomes e nomes, mas preferiu usar os pronomes “they/them” e o nome Hazel.

PM: Com o devido respeito, eu tenho uma filha de 7 anos de idade. Quando ela tinha 4 anos, a sua decisão principal em cada dia era se assistia à “Porquinha Peppa” ou à “Frozen” na TV. Ela não tinha qualquer ideia sobre identidade de género ou ser não-binário ou coisa semelhante. Estou seguro de que não foi ideia de Hazel, pois não? Antes foi ideia sua a decisão de Hazel lidar com questões de género. Persuadiu-a de que não deveria continuar a ser menina.

AD: Pessoalmente, não concordo com a sua afirmação, mas percebo como tal conclusão pode ser atingida. Eu penso que cada ambiente familiar é único. Imaginemos que uma criança se torna pianista de concerto numa idade precoce como 6 anos, tocando Beethoven. Isso poderá suceder porque o seu pai é pianista, havia um piano em casa e houve uma experimentação musical precoce. Hazel tem uma educação única porque está numa família LGBT, encontrando pessoas com diferentes expressões de género e podendo explorar e descobrir o seu próprio género de forma segura.

PM: Não será porventura incrivelmente cansativo todo este esforço? Não tenho nenhum problema em você viver a sua vida como quer. Sinceramente não tenho problema. Você é um adulto maduro, quer chamar-se como “they” e considerar-se não-binário. Tenho todo o respeito pelos seus direitos, sinceramente, em fazer o que quiser. A minha preocupação é sobre o que está a acontecer às crianças na sua casa e como tudo resulta de decisões dos adultos da casa e não das crianças. E quanto a Sparrow — nem sequer sabemos se Sparrow é menino ou menina e você diz que se referem a Sparrow por “they”? Como é que Hazel chama Sparrow? 

AD: “their” bebé irmão/ã.

PM: Então Hazel diz literalmente “bom dia, bebé irmão/ã”?

AD: Normalmente, chama pelo nome: “bom dia Sparrow”, mas quando alguém pergunta quem é o bebé, Hazel responde “meu bebé irmão/ã”.

PM: Hazel refere-se a Sparrow como “they”?

AD: Sim.

PM: Então Hazel diz: “they, posso brincar contigo?”

AD: Não é assim quando está a falar com Sparrow. Usaria “you” (tu) e não “they” .

PM: Mas, se eu estiver presente e quiser uma bolacha e perguntar a Hazel “posso pegar uma bolacha?” e ela disser “sim, vou pedir a ‘they’”.

AD: Nesse caso, Hazel diria “vou perguntar a ‘them’ se quer dar”. 

PM: Digo isto porque “they/them” são pronomes plurais e sempre tive dificuldade com isto. Não percebo porque, neste mundo não-binário, você usa o plural para descrever uma entidade singular. Eu sou um purista gramatical e tento perceber o porquê de fazer isto.

AD: Bom, na verdade “they” tem um histórico de ser usado como pronome singular, tanto como plural. Há vários séculos, pessoas usavam o plural como singular, mas admito que esses pronomes são sobretudo plurais. Nós estamos apenas agindo dentro dos limites dos pronomes disponíveis em inglês. Há quem use pronomes inventados mas por vezes pode ser difícil lidar com esses pronomes.

SR: Confesso que é complicado para mim compreender esta questão e estou a fazer todo o esforço possível para ser sensível e compreensiva. Acho que muitas pessoas consideram difícil de entender quando se trata de crianças porque, se pensarmos p.ex. numa criança de 4 anos, é difícil para ela tentar expressar isso a outros adultos que não compreendem a sua configuração familiar. Como é que uma criança pequena explica a sua realidade a outras crianças com quem poderá compartilhar p. ex. a creche?

AD: É uma boa questão. Hazel é muito confiante e comunicativa e gosta de advogar pela visibilidade da sua família. Gosta de interagir com os colegas e adultos em conversas. Obviamente, nunca a forcei a se destacar e sempre lhe disse que poderia desligar-se se não quisesse explicar a sua realidade. Para Hazel, é muito simples dizer que não sabe o género de Sparrow, pois Sparrow é que decidirá mais tarde. Neste momento, usamos apenas pronomes plurais.

PM: O que acontece se Sparrow … que idade tem Sparrow, tem 4 anos?

AD: Sparrow tem 1 ano de idade. 

PM: Peço desculpa, então Hazel tem 4 anos e Sparrow tem 1 ano.

AD: Hazel tem 8 anos e é não-binário desde os 4 anos.

PM: OK, então Hazel mudou o seu género aos 4 anos e agora tem 8. Sparrow tem 1 ano.

AD: Sim.

PM: O que acontece se Hazel decidir amanhã que gostaria de ser agora menino ou menina?

AD: Eu apoiaria a decisão de Hazel, pois é totalmente livre de continuar a explorar o seu género e como este se desenvolve. Afinal, o género não é estático para algumas pessoas. Hazel quer neste momento usar pronomes plurais.

PM: Imaginemos quando Sparrow chegar aos 3 ou mesmo 2 anos de idade, quando começa a pronunciar as primeiras palavras. Sparrow diz que quer ser não-binário, menino ou menina. Vai ter considerar tudo o que uma criança tão pequena diz? Afinal fê-lo com uma criança de 4 anos que insistiu em mudar de género. Aceita o mesmo para uma criança de 2 anos?

AD: Eu aceitaria que esta criança estaria a explorar ainda, pois nessa idade não me pareça definitivo.

PM: Ari, a criança tem 2 anos! Desculpe eu continuar a parecer o aborrecido “velho do Restelo”. Uma criança de 2 anos não faz a mínima ideia a respeito de tudo isto. O facto de você como pai sequer considerar possível uma criança de 2 anos ter qualquer capacidade de formar uma perceção séria sobre o seu género… Sinceramente tenho de lhe dizer que é totalmente ridículo e danoso para essa criança. 

AD: Bom, nesse caso, se (como você diz) a criança de 2 anos não tem capacidade séria de conceptualizar o género, não acha tóxico ou bizarro que lhe seja imposto “és um rapaz” por causa da anatomia. Se a criança não tem capacidade séria de conceptualizar o que é ser rapaz, não fará mais sentido eu não lhe impor que género deva ter? Eu não enfatizo constantemente o seu género. Deixo-a ser quem ela quer ser, uma simples criança.

PM: Você impõe uma estrutura. Que estrutura mais clara existe do que você dizer à criança “este é o teu nome; quando fores adulto, podes escolher outro nome como parte da tua capacidade e responsabilidade de decidir”. Ser pai também é tomar decisões pela criança até ela ter maturidade para decidir por si mesma.

AD: Parece-me que você está a expressar o que designamos de “childism”, que é assumir que alguém tem de ser legalmente adulto para ter a capacidade de se conhecer a si mesmo. Eu acho que uma criança pode explorar a sua identidade.

PM: Eu já escutei todos os “ismos” imagináveis. Já fui acusado de todos os “ismos” e estou lidando com dificuldade neste mundo de “ismos”. O que é “childism”?

SR: Estás contra crianças tomarem as suas próprias decisões!

AD: Eu acredito que “childism” é a normalização de maus tratos a crianças só por serem crianças, por exemplo assumindo que não podem ter ideias ou opiniões. É claro que precisam de orientação e estrutura, mas “childism” é maltratá-las ou tratando-as como um bem nosso ou negar-lhes a sua identidade e autonomia.

PM: Então, atribuir um género à criança por causa da sua anatomia, considerando que é rapaz ou rapariga, e dar-lhe um nome, considera como “childism” na sua perspetiva? 

AD: Não por dar, mas por forçar o seu uso sem ter conta a vontade da criança. 

PM: Então e se uma criança de 3 anos de idade decidir que não é mais um rapaz e não quer ser chamada “Bob” mas “Doris” p.ex.? Se a criança assim decide e eu não aceito e digo-lhe que o seu nome é Bob, não Doris, e que é rapaz, não rapariga, sou então culpado de “childism”?

SR: Potencialmente, sim.

 

Pais, ACORDEM! É isto que está a ser incutido aos vossos filhos, todos os dias, na escola, nas séries, nos desenhos animados e até no próximo lançamento da Marvel, com um super-herói transgénero, e, diz a Marvel, vêm aí mais filmes com personagens "LGBTI", o primeiro já no final deste ano.


Pais expropriados por utilidade pública. E a Vida atrás da porta…

 



“Adeus, até para o ano” ouço os meus filhos dizer aos primos e amigos com quem se hão-de cruzar mais semana menos semana (pois moram na mesma rua e alguns até andam na mesma escola). “Até para o ano…” porque até lá a vida vai ficar congelada. Dizemos adeus às férias com o peito amedrontado diante do peso esmagador de uma roda dentada que aí vem (as aulas) e que ameaça mais uma vez triturar-nos os ossos à sua passagem. Começa aquela engrenagem dos horários, livros, mochilas, passes, transportes, testes, boleias, lancheiras, testes, explicações, reuniões na escola, testes, visita de estudo, dia disto, dia daquilo, trabalhos de grupo, e testes outra vez até ao Exame Nacional, que é aquela autoridade de quem tudo depende. E não sabemos como chegar inteiros àquele momento em que podemos olhar de novo para o céu estrelado e apreciar-lhe a beleza, livres do inexorável poder do relógio.

Absorção dos direitos da família pelo Estado

A aceleração em que vivemos deixa-nos a viver na superfície, na emoção, no imediatismo. Nas famílias não há tempo de uns para os outros, e muito menos tempo para Deus. Se houver escola que tome conta dos filhos até às 19h, deixamos lá os filhos. Mais tarde, quando formos velhos, somos nós que procuramos um Lar, porque não queremos dar trabalho àqueles filhos para quem não tivemos tempo!

Insensivelmente fomos transferindo para o Estado as responsabilidades do indivíduo e da família. É ambição típica dos estados laicistas expropriar a família da moral que antes lhe pertencia e era cuidadosamente preservada de ingerências políticas.

Se um dos erros do liberalismo burguês é a dissolução individualista, o erro do totalitarismo é o da absorção dos direitos da família pelo Estado. Um e outro afligem as nossas sociedades. Afirmar que a família está em crise é algo completamente banal. Qualquer que seja o ponto de vista, a família nuclear, órgão essencial pelo qual transmitimos o nosso ADN cultural e social, está em declínio.

Toda a gente sabe que este declínio tem custos económicos e sociais incalculáveis. Esperaríamos que os estados tudo fizessem para contrariar esta tendência e resgatar as gerações desta nova forma de pobreza e exclusão social; mas não é assim. Primeiro extinguiu-se o conceito de família alargada, depois a erosão chegou abertamente ao conceito de família nuclear e de paternidade/maternidade. O Estado foi aumentando o seu poder e invadindo os espaços que antes eram ocupados pelas famílias, até se tornar o dono absoluto da autoridade sobre os nossos filhos.

Foi assim que vimos encerrar escolas públicas por não pertencerem ao Estado: ensino público idóneo, só o do Estado. Também por isso, já sabemos que durante 38 semanas do ano, os nossos filhos pertencem à escola. Em alguns países da Europa é um delito levar o filho de férias durante o período escolar, sem autorização. Nos últimos dias de aulas antes da Páscoa do ano corrente era notícia cerca de uma dezena de pais que, surpreendidos pela polícia nos aeroportos da Alemanha, pagaram uma multa para poderem prosseguir a viagem com os seus filhos, em véspera de feriado.

Os pais, principais educadores dos filhos?

O Estado, e não os pais, tornou-se o árbitro do superior interesse da criança. Governos, tribunais e opinião pública parecem pôr-se de acordo em esvaziar os pais de autoridade. A ideia de que os pais são os principais educadores dos seus filhos, a quem transmitem conhecimentos, valores, costumes e crenças parece dar lugar a uma utopia: a de que os pais devem fazer chegar os filhos intocáveis até à idade adulta, para que eles possam escolher livremente a sua própria identidade, os seus valores, a sua religião. E é assim que muitas responsabilidades se tornaram inaceitáveis e condenatórias.

Nos EUA, os pais perderam a tutela da sua filha adolescente por não apoiarem a sua “transição” para menino.

Na Escócia, apesar das campanhas de oposição, o projecto Named Person Scheme estabelece que a cada criança seja designada uma pessoa responsável por acompanhar o seu progresso individual e a sua vida familiar – como se os pais devessem ser permanentemente controlados. Monitorizar o bem-estar da criança permite que a Pessoa Designada viole a privacidade das famílias, em nome do Estado e com a cumplicidade dos tribunais.

Na Noruega, as famílias protestam contra o temível Barnevernet, o Serviço de Protecção de Menores que, no interesse superior das crianças, as retira aos pais, com critérios obscuros e autoritários, como por exemplo, problemas psicológicos dos pais, punições físicas (proibidas naquele país), ou simplesmente “falta de competências parentais”. Os serviços de saúde, as escolas, a polícia têm o dever de sinalizar crianças ou adolescentes que estejam a viver situações adversas. Desde a  sua criação em 1992, este tribunal já foi condenado quatros vezes pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, sem consequências. Em 2015 o Barnevernet retirou 16.000 crianças aos pais sem discussão prévia, o que representou um aumento de 70% em cinco anos. 

As famílias das vítimas mobilizam-se na plataforma StopBarnevernet, onde tentam mostrar ao mundo as arbitrariedades deste poder.  Agentes policiais levam as crianças sem ordem judicial e entregam-nas a outras famílias, por mera decisão de uma Comissão de assuntos familiares, que depois desenvolve o processo judicial. É assustador, mas sempre com bons objectivos: proteger as crianças desses seres perigosos que são os pais. 

Foi com espanto que ouvimos Damian Hinds, Secretário da Educação no Reino Unido, afirmar o direito que têm os pais de poderem retirar os seus filhos das aulas de educação sexual ministradas nas escolas. Mas quantos são os pais que se atrevem a tal? É uma matéria em que a Ciência soçobrou ao dogma. Ninguém quer ser considerado homófobo – que é o título que cabe a todos os dissidentes desta prioridade política. Sob a bandeira da igualdade todos têm de aprender o valor equivalente das relações hétero e homossexuais, a “liberdade suprema” daquele que “muda de género” e ainda o “direito” ao aborto.

No âmbito da Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania em Portugal, determinou-se que a igualdade de género seja tema obrigatório em todos os ciclos de estudo (lado a lado com temas como os direitos humanos, o racismo,  a interculturalidade…)

Aos ideólogos não passa pela cabeça que haja pais que não queiram abdicar da sua responsabilidade, a de educar os filhos segundo “sólidas” convicções herdadas, e não as convicções “líquidas” do Estado.

É por isso que divulgamos aqui o PIN PARENTAL que os Encarregados de Educação podem apresentar às Escolas para, de acordo com a Constituição Portuguesa (art.º 36, nº 5), não autorizarem aulas sobre educação sexual integral. Não é para menos. A agenda escolar e mediática propõe-se formar as mentes das crianças (e se possível as dos pais), para a ideia incontestável de que os opositores da ideologia de género são perigosos e limitam as liberdades dos seus semelhantes.

Se considerarmos a facilidade com que qualquer crítica aos programas de igualdade vem a ser considerada “discurso de ódio”, não nos admiramos de que os pais que lhes resistam venham a ser interrogados e acusados.

A educação em família faz mal às crianças?

Esta ruptura entre família e escola nunca foi tão evidente. A aliança entre a sociedade e a família desfez-se, a confiança quebrou-se. "Peritos", que na sua maior parte apoiam a matança de filhos no ventre e não têm filhos, têm recebido do governo poder para ensinarem aos pais a sua missão, baseados nas ideologias modernas. O governo pretende substituir o poder dos pais e chega a defender que a educação em família faz mal às crianças. É uma nova forma de colonização, a «colonização ideológica», que fez das escolas “campos de reeducação”, afirma.

A erosão da família do ponto de vista legal e social ao longo das últimas décadas abriu caminho à destituição dos pais de uma função básica: formar os seus filhos. E a perda de autoridade paternal já passou da escola para os hospitais. Em Abril de 2018, em Liverpool, Alfie Evans, de dois anos, foi privado do suporte de vida porque a justiça britânica entendeu que era do superior interesse da criança morrer – e não ouvir o parecer de outro hospital, disponível para se pronunciar, muito menos entrega-lo à responsabilidade dos pais, que o amaram antes de ser concebido. A justiça britânica acha que já não são os pais os supremos interessados no bem da criança, mas sim os tribunais, de acordo com as equipas médicas e as políticas de saúde.

Conflitos de interesses? Não! Só pais, essa classe duvidosa, é que estão sujeitos a esses riscos.  No admirável mundo novo para onde caminhamos só haverá filhos de pais perfeitos, em sociedades perfeitas.

Em nome de novas utopias, os Estados vão estendendo cada vez mais o seu poder sobre as crianças. É também por isso que, no recomeço das aulas temos a sensação de deixar a vida atrás da porta…

 

Publicado neste site

PIN PARENTAL DE PORTUGAL

 



A sua ferramenta para impedir que a ideologia de género se propague na educação dos seus filhos.

Destinado aos pais que desejam expressar a sua preferência em relação à participação dos seus filhos em certas actividades, o PIN pode ser utilizado em qualquer momento.

Caso a escola não respeite a decisão dos pais, a Associação Família Conservadora está pronta para os auxiliar nos próximos passos, visando a protecção dos filhos.

Adicionalmente, se necessário, disponibilizamos advogados pró bono para aconselhamento e acompanhamento aos nossos associados.

Estamos comprometidos em garantir o respeito às escolhas parentais no ambiente educativo.


Faça download do PIN AQUI

9 Mitos Sobre o Direito ao Aborto

  "O nascituro não pede autorização para existir. À sociedade cabe o dever de o proteger, não o arbítrio de decidir se ele deve, ou não...