sexta-feira, 15 de maio de 2020

Para mim, a família é...


FELIZ DIA DA FAMÍLIA!

“Uma Homenagem às Famílias”

Dia Mundial da Família

Por entender que a Família é aquela que garante a continuidade da espécie e a vitalidade da própria sociedade, a Associação Família Conservadora (AFC) faz uma homenagem a todas as famílias no Dia Internacional da Família – 15 de maio.

A AFC tem sido uma defensora dos valores e tradições familiares, e percebe que a noção de que os pais, marido e mulher cujo amor produz filhos, devem viver juntos no casamento e trabalhar em conjunto para prover o lar e a estabilidade dos seus filhos, tem vindo a desaparecer como ideal cultural. No entanto, estranha também o facto de que os mesmos que apontam o casamento como uma instituição falida queiram contrair um “casamento” que viola claramente o conceito milenar e a essência do significado do matrimónio.

Para a Associação, a vida familiar é o ambiente mais propício para praticar o amor sacrificial pelo outro, é o melhor lugar para aprender a negar-se a si mesmo em prol daqueles que se ama. Mas o que a AFC percebe na prática dos dias actuais, é que a maior parte das famílias tem criado os seus filhos – de acordo com o pós-modernismo e os filmes de Hollywood – para serem independentes, bem-sucedidos e ricos — narcisistas — e, talvez por falta de tempo, esquece-se de os ensinar a amar o próximo como a si mesmos, a serem bons maridos e pais e boas esposas e mães, independentemente de virem a casar ou não.

Neste dia comemorativo, a Presidente da Associação, Maria Helena Costa, salienta:

“Eu sei que não há famílias perfeitas e que há famílias muito, muito complicadas; que há mulheres a serem vítimas de violência doméstica, por parte daqueles que as deviam amar como a si mesmos e cuidar delas, e vice-versa; que há pais violentos e abusadores e filhos a sofrer por causa disso; falta de respeito e de amor, falta de compromisso e outros males. Mas, apesar disso, a família continua a ser o pilar de uma sociedade próspera e saudável. Longe de serem males terríveis, os conflitos familiares, quando são bem geridos e devidamente tratados, são parte vital de aprender a amar e a viver em família”.

Se a sua família está em crise, se precisa de aconselhamento e de ajuda, poderá procurar a Associação Família Conservadora, pois este tem sido o propósito da sua existência – apoiar as famílias em suas mais diversas necessidades, e aproveita ainda esta ocasião para desejar Feliz dia da família.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Actividade Flor a desabrochar


Sara Mieiro ensina a preparar Jogos com Caixas


"O Pequeno Raio de Sol"

Chegou a Hora do Conto!
O tema de hoje é sobre Fé e Compaixão e conta a história "O Pequeno Raio de Sol".
Esta é uma adaptação de Etta Austin Blaisdell e Mary Frances Blaisdell do Livro das Virtudes para Crianças, com a narrativa de Klíssia Cunha.
Uma oportunidade para partilhar valores com seus filhos!

Quais são os princípios do Direito da Família?

Sábados em Família - Câmara Municipal de Penafiel

A família é a base da sociedade e merece protecção. A Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Constituição de República Portuguesa reconhecem a importância da família para a formação de uma sociedade sólida, regida pela convivência harmoniosa entre as pessoas. Para disciplinar o Direito da Família é necessária a defesa do ser humano desde a sua concepção, a promoção do casamento e o amparo dos idosos. O Direito de Família abrange a relação privada do indivíduo (garantindo-lhe a prerrogativa de “pertencer”) e uma estrutura pública, que identifica a família como instituto importante do contexto social.

O Direito da Família é imprescindível, pois é base fundamental da formação de homens e mulheres e parte essencial da sociedade

A Declaração Universal dos Direitos Humanos diz que “a família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à protecção da sociedade e do Estado” (art. XVI, 3). Quando se fala em direitos humanos há uma predisposição na interpretação fundada na lei natural. Isso quer dizer que não haveria necessidade da legislação escrita e formal para que a família tivesse protecção. Também é natural e inerente ao ser humano a união amorosa, razão pela qual o casamento é o início da formação familiar e base da sua estrutura duradoura.
Na Constituição da República Portuguesa, lemos no Artigo 67.º
“Família
1. A família, como elemento fundamental da sociedade, tem direito à proteção da sociedade e do Estado e à efetivação de todas as condições que permitam a realização pessoal dos seus membros.
2. Incumbe, designadamente, ao Estado para proteção da família:”
 Na mesma linha de raciocínio do direito natural, o texto constitucional parte do casamento para a formação e continuidade da entidade familiar e a protecção dos filhos. No âmbito do direito civil, decorre da concepção o exercício do poder familiar, que consiste na guarda, criação e educação dos filhos. O Estado só pode “c) Cooperar com os pais na educação dos filhos;”. Isso porque a família é o primeiro lugar onde se transmitem os valores individuais e sociais. No âmbito do casamento, os filhos recebem dos pais as suas virtudes e afastam-se dos seus vícios para, com o melhor de cada qual, se formarem na dignidade e na justiça.
É no direito da família que mais se percebe a consagração dos valores sociais fundamentais, que se aplicam a todos os ramos do direito, como dignidade, igualdade e liberdade. Diante da dificuldade de quantificar os princípios próprios da família, pode-se citar alguns deles: o reconhecimento da família como base da sociedade; a existência e permanência do casamento e o direito de constituição plena da família fundado na paternidade responsável.

Os filhos são a consolidação da família

Reconhecidos os filhos como fruto maior do casamento e consolidação da entidade familiar, a Constituição garante-lhes protecção, e o Código Civil ratifica a obrigação dos pais na sua criação e educação.
A família é a base fundamental da formação do ser humano e sua protecção reflecte directamente na evolução da sociedade quanto à convivência harmoniosa. Os seus princípios entrelaçam-se com a protecção da dignidade da pessoa humana, porque é no seio da família que se encontram as primeiras lições de virtude. E se o rumo actual da sociedade nos leva a temores e incertezas, cabe-nos voltar os olhares para a fé, a esperança e a caridade, confiando que a formação estruturada da família (que têm como únicas exigências o amor e o compromisso) é suficiente para o desenvolvimento de uma sociedade justa e fraterna.
Adaptado de: https://formacao.cancaonova.com/atualidade/sociedade/quais-sao-os-principios-direito-de-familia/

O que vão dizer de mim por deixar uma carreira tão boa aos olhos de todos?

Escolhi ser mãe « Jovens Conectados

Somos uma família de quatro pessoas: eu, o meu marido e os nossos dois filhos, a Inês com 15 anos de idade e o Filipe com 13 anos. Uma família como tantas outras, mas que procura viver uma vida cristã agradável a Deus. O breve testemunho que vou escrever diz respeito aos últimos 3 anos, por ser o período de uma das etapas mais marcantes na minha vida cristã e na minha família.
Orar, ler a Palavra de Deus com um enorme desejo de aprender e de a pôr em prática na nossa vida (Tiago 1:22) e o Espírito Santo de Deus trabalhando nas nossas vidas, tem sido o grande segredo da nossa comunhão familiar e o pilar da nossa vida espiritual.
Recordo-me claramente que desde que começámos a orar mais, a ler a Bíblia e a aplicá-la à nossa vida e, mais tarde, a fazer o culto no lar – uns momentos de oração e estudo sequencial da Palavra de Deus (lemos juntos livros inteiros da Bíblia – um capítulo ou uma parte dele em cada reunião familiar) três vezes por semana, começámos a ver na nossa vida familiar uma grande mudança.
Nessa altura, a Inês tinha 12 anos e o interesse dela pela Palavra de Deus e a sua participação no estudo bíblico aumentou muito. No ano seguinte, ela começou a fazer o seu plano de leitura da Bíblia (para 2 anos) e a diferença nela foi notória. Como qualquer adolescente, ela tem passado pelas circunstâncias e situações próprias da sua idade e temos visto como o conhecimento da Palavra de Deus tem sido tão importante na vida dela!

O nosso papel insubstituível

Gostaria de parar aqui um pouco para falar de um aspecto para mim muito relevante, que é o nosso papel insubstituível de ensinar a Palavra de Deus aos nossos filhos, tanto mais quanto vemos hoje tantas tentativas de descredibilizar a Palavra de Deus.
Ensinar os nossos filhos a obedecer a Deus é uma responsabilidade que Ele nos confiou e que temos procurado levar a sério de acordo com Deuteronómio 6:5-7: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as intimarás aos teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.” O meu filho Filipe é um adolescente com necessidades especiais e ele, por natureza, é do Senhor, embora lhe ensinemos também a Palavra de Deus, dentro da sua capacidade de compreensão; ele gosta de ler a Bíblia e também de cantar os cânticos de louvor a Deus que temos aprendido juntos.
A minha filha Inês está a crescer e eu não vou poder fazer as escolhas por ela no futuro. Há uma responsabilidade pessoal dela com Deus e com o Seu plano de salvação. A salvação não é automática, mesmo tendo cumprido com a responsabilidade de ensinar os nossos filhos nos caminhos do Senhor. Mas o ensino transmitido ao longo dos anos ficará com ela para sempre e estamos certos que a probabilidade de escolher mal diminui consideravelmente e nós, pais, obedecemos ao mandado do Senhor e fizemos o que devia ser feito.

A importância do exemplo que lhe dou com a minha vida

No relacionamento diário com a minha filha, tenho-me apercebido da importância do exemplo que lhe dou com a minha vida, porque ela me observava (e observa) em tudo. Muitas vezes eu parei a pensar nisto: se o que eu faço não for coincidente com o que eu lhe estou a ensinar da Palavra de Deus, vai ser um prejuízo muito grande, porque ela não vai ver em mim aquilo que eu digo para ela fazer (se eu digo para ela ler a Bíblia e eu não leio, se eu digo para ela não ser indelicada e ela me vê ser indelicada com ela ou com outras pessoas), vou causar um grande prejuízo nela, porque ela não vai levar a sério nem a mim nem a Deus e a Sua Palavra.
Claro que não somos perfeitas e que não existe perfeição mesmo dentro de uma família temente ao Senhor. Mas, quando falho com a minha filha tenho procurado assumir a minha falha perante ela, pedir-lhe desculpa e pedir perdão a Deus. Isto é muito importante porque os nossos filhos, particularmente os adolescentes e os jovens, têm um sentido de justiça muito próprio desta idade e são muito bons a detectar a hipocrisia e a duplicidade nas pessoas. Esta tem sido uma das minhas grandes preocupações no relacionamento com a minha filha a par com o amor e o respeito entre nós dentro de casa e com outro grande mandamento do Senhor, que é o temor ao Senhor, isto é, levar a sério, considerar, aquilo que Deus diz e a Sua Palavra.
O resultado do nosso empenho no ensino da Palavra de Deus e de demonstração de carinho, do amor de Deus e da seriedade das coisas de Deus, não acontece de um dia para o outro. É construído, todos os dias …numa conversa, numa atitude…é feito com os detalhes da vida! Mas se formos perseverantes vai dar o seu fruto para a glória de Deus!

Dedicar mais do meu tempo à família e aos cuidados que a mesma exigia

Fui Técnica Superior na Função Pública, do quadro dos Conservadores do Instituto dos Registos e do Notariado, por mais de uma década. Estou grata a Deus por todo o tempo em que exerci a minha função e por todos os livramentos que me deu. No ano de 2013, comecei a colocar a possibilidade de passar a dedicar substancialmente mais do meu tempo à família e aos cuidados que a mesma exigia. Agradeço a Deus por esta nova fase da minha vida presente pois, afinal, “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3:1) Tudo o que fizemos foi: avaliar se financeiramente essa possibilidade era viável para nós, orar sobre este assunto o tempo que fosse necessário, leitura e estudo da Palavra de Deus sobre esta questão em concreto (o que a Palavra ensinava sobre essa possibilidade e sobre o papel do marido e da esposa no lar e a sua importância). O convencimento do Espírito Santo e as circunstâncias da altura, apontaram o caminho para a decisão diante de Deus, de cessar a actividade profissional que vinha exercendo.
De vez em quando, surgiam as perguntas: O que vão dizer de mim por deixar uma carreira tão boa aos olhos de todos – a família, os amigos, as pessoas que me conheciam…? Porém, não me deixei vencer pelo (mau) sentimento da “aprovação dos homens” (Gálatas 1:10) que muitas vezes nos tolda o entendimento.

A melhor escolha

Olhando para o que ficou para trás e atentando bem para o que tem estado diante dos meus olhos, esta foi a melhor escolha e, dito por várias pessoas que me acompanharam durante muito tempo, foram estas algumas das palavras que ouvi: – “Fizeste muito bem!”, “Foi uma boa escolha!” ou ainda “Às vezes as pessoas gastam mais dinheiro nas suas compras porque as fazem em stress, com a vida numa correria constante, do que aquelas que, por terem uma vida mais equilibrada e tranquila, acabam por fazer melhores escolhas nas compras e gastar muito menos conseguindo assim viver com menos dinheiro”.
A minha família tem compreendido a importância da minha escolha pelo testemunho de uma família coesa e unida e isso para mim é o suficiente! A minha querida e preocupada mãe, por diversas vezes tenta saber, discretamente, se eu estou bem, se estou a precisar de alguma coisa, e a resposta tem sido sempre, para a glória do Senhor: “Está tudo bem, não preciso de nada!”. Tenho aprendido, na prática da vida, o significado tão profundo e com tantos benefícios para nós, contidos nas palavras do Apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo: “sei estar abatido, e sei também ter abundância …” (Filipenses 4:12).

Sou feliz

Viver com contentamento é uma bênção muito grande. Sou feliz com aquilo que eu posso ter e não com o que eu gostaria ou poderia ter noutras circunstâncias. É uma verdadeira libertação da dependência dos bens materiais para além do necessário e da necessidade da aprovação das pessoas que nos rodeiam. Aprendi que o melhor para mim é aquilo que é conveniente para mim segundo Deus e não segundo o meu desejo ou os valores da sociedade em que vivo.
Teria sido perfeitamente lícito continuar na minha carreira com um rendimento mensal muito confortável. Mas se ali continuasse, eu entendo hoje, teria sido egoísmo da minha parte perante as necessidades da minha família, principalmente dos meus filhos. A minha actividade profissional, a partir de certo momento, em vez de me aproximar de Deus e da família, começava a afastar-me deles. Há circunstâncias em que conciliar tudo já não é possível sem perdas substanciais em alguma das áreas e, normalmente, a comunhão com Deus e a família são as mais afectadas.

Acompanhar de perto a minha filha

Quando houve condições para optar por dedicar mais tempo à família, os efeitos começaram logo a ver-se. Naturalmente, a situação do Filipe foi uma circunstância que reforçou a tomada de decisão, mas temos visto claramente que todos nós beneficiámos muito com esta mudança e o benefício incomparavelmente maior tem sido poder acompanhar de perto a minha filha, na escola e na igreja.
Na igreja? Sim. Infelizmente, quantos adolescentes e jovens estão sentados na igreja assistindo ao culto, mas não têm evidências de uma conversão genuína e não são referência para outros adolescentes e jovens, porque o seu padrão de escolhas e de comportamento aproxima-se mais do padrão deste mundo do que do padrão bíblico?
É difícil para nós e para os nossos filhos quando eles se apercebem disso. E, mais uma vez, como é muito importante a proximidade com os nossos filhos, lembro-me de Deuteronómio 6:5-7 como um dos textos da Palavra de Deus que nós mais procuramos por em prática com eles.
E na escola? Todos sabemos como está a situação dos valores entre os adolescentes e os jovens. Num destes dias, a minha filha estava ansiosa, desmotivada para fazer as coisas, queria estar sozinha, respondia com tensão interior e irritada… Comecei a “puxar” por ela para que me dissesse o que se passava e ela começou a chorar… Não queria falar. Ao fim de algum tempo, ela foi dizendo que as colegas na escola a confrontaram com as questões da homossexualidade. Argumentaram com ela e ela sentiu dificuldade porque elas não paravam de argumentar. Para além disto, acusaram-na de ser homofóbica e preconceituosa.
Isto começou a entristecê-la profundamente e ela não se apercebeu que precisava de pedir ajuda. O problema foi aumentando cada vez mais e a confusão a querer tomar conta da mente dela.
Começou a ficar com a ideia de que não valia a pena dizer nada porque, mesmo orando e lendo a Bíblia, a atitude dos colegas não ia mudar (no fundo a minha filha queria que aquela perseguição — porque é disto que se trata – acabasse logo) e foi necessário lembrar-lhe o ensino e reforçar o que ela já sabia (novamente me lembro de Deuteronómio 6:5-7). Explicamos-lhe que, muitas vezes, os problemas que nos afligem vão servir para nos tornar mais fortes. O mais importante neste momento não é as colegas mudarem a atitude delas (que não podemos controlar isso) mas ver o que a Bíblia diz sobre isso e confiar na Palavra de Deus, pedindo a Deus ajuda para lidar com esta situação. Graças a Deus, o ânimo voltou ao seu coração, não por causa das nossas palavras, mas sim porque é a Palavra de Deus.

Imprescindível acompanhar, conversar, esclarecer

Nos dias que se têm seguido, tem sido imprescindível acompanhar, conversar, esclarecer. Já me tenho perguntado a mim mesma e comentado também com o meu marido: como é que a nossa filha nos iria ouvir hoje e confiar em nós para se abrir, se antes não tivéssemos passado o tempo que passámos com ela incutindo-lhe os valores da Palavra de Deus? Como é que ela ia lidar com esta situação que está aí diante dos nossos olhos todos os dias, sem a Palavra de Deus no coração e sem confiança em nós para pedir ajuda? Não consigo imaginar.
De uma coisa tenho a certeza: o nosso relacionamento e a nossa capacidade de lhe incutir os valores da Palavra de Deus não seriam iguais. Por esta razão, e por experiência própria, eu digo sem dúvida nenhuma, que, se for possível a mãe, esposa, ficar com tempo para acompanhar a vida da família e do lar, esta é a melhor escolha, ainda que o nível de vida tenha de baixar. A Palavra de Deus diz em Provérbios 15:16 que “Melhor é o pouco, havendo o temor do SENHOR, do que grande tesouro onde há inquietação” e o capítulo 31 deste mesmo livro tem um ensino maravilhoso da Palavra de Deus acerca do efeito e dos benefícios da mulher, esposa e mãe dedicada, ajudadora e auxiliadora do marido, reflectindo o plano de Deus para nós mulheres, enquanto esposas, mães e servas.
Todo o lar é abençoado através da nossa posição no lar. O nosso desempenho é de uma importância tal que a Palavra de Deus nos alerta também em Provérbios 14:1: “A mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a derruba com as suas próprias mãos.” Se nós olharmos com atenção para a Palavra de Deus, vamos ver o quanto esta Palavra nos ensina sobre a família. Como a Palavra de Deus é verdadeira e se cumpre nos nossos dias!

A minha vida não ficou sem planos e sem objectivos

Finalmente, gostaria de dizer que o facto de ter feito esta opção não significa que a minha vida ficou sem planos e sem objectivos. Estes, agora, é que são diferentes! Entretanto, outras oportunidades e actividades podem surgir, como tem acontecido comigo: o gosto pelas artes, junto com o meu marido e com o meu filho Filipe, que desenha com muito talento!
Pela Palavra de Deus, tenho a certeza que o nosso trabalho de esposa e mãe, não é vão no Senhor, e aquilo que plantarmos segundo a Palavra de Deus e a Sua vontade para a nossa vida dia após dia junto deles, vamos colher em amor, respeito, alegria de Deus, e viver uma vida para a glória de Deus! É este o meu desejo e oro para que Deus me ajude a levar esta missão até ao fim na Sua presença!
“Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que os meus filhos andam na verdade.” (3 João 4)
Isabel Constâncio

Esposa e mãe a tempo inteiro


Eu e o marido casámos muito pouco tempo após nos termos convertido, e nessa altura as minhas prioridades como mulher e esposa eram bastante diferentes daquilo que são hoje. Tanto que após o casamento, as irmãs diziam-me:
“Então, agora vêm os filhos!” e eu respondia: “Ainda é muito cedo, lá para os 30 começamos a pensar nisso.”
Na altura, estava a fazer um estágio profissional e exactamente no último dia de trabalho descubro que estou grávida do meu filhote mais velho. Ainda bem que muitas das vezes o Senhor não atende às nossas orações, pois naquele momento eu pedia tudo menos uma gravidez… A verdade é que a partir desse dia nunca mais voltei a trabalhar.
Dou graças a Deus por me ter mostrado não só a mim, mas principalmente ao meu marido, o que é a verdadeira parentalidade e o conceito de família segundo a Sua vontade, pois após o nascimento do filhote o marido disse-me:
“Prepara-te porque se Deus permitir tu vais ficar em casa e fazer ensino doméstico.”

Ficar em casa? E vamos viver de quê?

Ok, mas e vamos viver de quê?! Como?! (acho que estas são as perguntas que todos os casais fazem quando pensam nesta possibilidade); ensino doméstico?! mas tu estás bem?! As crianças precisam de ir à escola, as crianças precisam DA escola!
A verdade é que a nossa vida deu uma volta tão grande, que sim, pelo menos no primeiro ano de vida do filho, fazia todo o sentido ficar em casa. Mas durante esse tempo o Senhor foi trabalhando de uma forma fantástica em mim e fazendo-me perceber qual era verdadeiramente o meu papel como mulher e o propósito para o qual fui criada. Então, a ideia de fazer o ensino doméstico cada vez começou a fazer mais sentido e o gosto que adquiri por tudo o que diga respeito ao lar faz-me sentir verdadeiramente feliz.

Não estarei a inverter o papel das coisas?

Infelizmente, nos primeiros anos do meu filho foi difícil para mim ter a convicção e a certeza de que a forma como eu via as coisas era o que estava certo… Tudo, porque via as outras mulheres na igreja com montes de actividades, orações, cargos, etc… e a verdade é que eu não tinha tempo para participar em nada daquilo… Mas, perguntava-me, serei eu a única mãe que não tem disponibilidade?! Será que sou menos espiritual?! Será que estou a inverter o papel das coisas e as tarefas na igreja são mais importantes e deva abandonar o resto?

Cheguei a pensar se deveria deixar de fazer ensino doméstico, pois consumia muito de mim e se a criança estivesse na escola teria muito mais disponibilidade… Mas não, felizmente não estava/ não estou errada! Vi mulheres que se dispõem a tudo na igreja, mas não lêem a Bíblia aos filhos, vi famílias que os únicos momentos que têm em família é em eventos na igreja, vi famílias para as quais “jantar juntas” é uma raridade, vi crentes que preferem “sacrificar” o lar para poderem ter as coisas que desejam. E porque, como mulheres cristãs, não devemos andar como o mundo, e as mulheres do mundo abandonaram os seus lares.

Porque é que a maior parte das mulheres trabalham fora?

Algumas, porque os homens também mudaram e quando antigamente era um dever o homem sustentar a sua família, hoje muitos acham injusto, e querem que elas trabalhem fora de casa como eles. Outras, porque querem ser bem-sucedidas profissionalmente e ficar em casa é coisa de mentes pequenas. A independência financeira. As que não acreditam no casamento para toda a vida… aquelas que insinuam que quem está em casa não faz nada. Já ouvi tanta coisa… no princípio ficava triste, hoje não! Hoje, considero-me uma privilegiada mesmo quando tenho que perguntar ao meu marido se posso comprar umas calças novas.

Se eu tivesse que trabalhar fora de casa, como seria?

Estar em casa é muito mais que cuidar dos filhos… É ser a auxiliadora que os nossos maridos precisam. É o meu marido chegar a casa e ter a esposa e os filhos à espera dele, é saber que as compras estão feitas, as contas estão pagas e os recados tratados. É não haver pressa com horários, é cuidar de todas as suas necessidades com tempo e amor. É o que me faz sentir realizada.

Se eu tivesse que trabalhar, como seria?! Teria a paciência que necessito ter para os meus filhos? Acompanhá-los-ia como precisam? Eu e o marido andaríamos mais ou menos cansados?
Parece-me que teríamos os dois o dobro do cansaço… E o nosso casamento? Seria alegre e feliz?! Ou o cansaço tomaria conta de nós? E, o mais importante (porque infelizmente fica sempre algo por fazer, a nossa vida espiritual), teríamos tempo para orar, para ler a palavra?
Ao contrário do que se pensa, não é preciso ser rica, para poder ficar em casa. É claro que cada caso é um caso, existem sacrifícios. Mas a verdade é que quando fazemos a vontade de Deus e as coisas para a Sua gloria, Ele supre todas as nossas necessidades.
A mulher de Provérbios 31 é sem dúvida o meu modelo.
Filipa Azevedo
PS: A Filipa é cristã e dá-nos o seu testemunho como tal. Se alguma mãe não-cristã, que se reveja nos valores que esta Associação defende, quiser enviar-nos o seu testemunho sobre a família será um privilégio partilhá-la.


Casamento e a sociedade do espectáculo

Passo-a-passo de uma Cerimônia de Casamento | Mariée: Inspiração ...

Não bastasse o casamento ter sido capturado por ideais românticos, agora está na moda romantizar divórcios! “Não é nada demais, só estamos a divorciar-nos, o amor e a amizade continuam, apenas o casamento acabou”, dizem alguns. “O importante é sentirem-se bem e serem felizes”, comentam outros. Não que eu defenda que divorciados devam odiar-se ou coisa do tipo, mas não dá para romantizar um divórcio.
Não dá para dizer que está tudo bem quando não está. A separação é uma forma de luto. Trata-se de uma ruptura de duas pessoas que sonharam e se comprometeram perante Deus e a sociedade a permanecer juntas até à morte. Não é a mesma coisa que cancelar a sua fidelidade à MEO, estamos a falar de um casal que não sobreviveu às crises comuns da vida a dois e optou pela falência matrimonial. A não ser que haja motivos minimamente razoáveis para uma separação, como relações sexuais ilícitas, abandono irremediável de uma das partes ou mesmo pela triste experiência da violência doméstica, a separação de um casal deveria ser encarada como uma história de fracasso e não como uma história que “deu certo” enquanto durou.
A sociedade romantiza o divórcio justamente porque aceitou romantizar o casamento. Talvez a maior responsável por essa reconfiguração do significado do casamento seja a indústria contemporânea de casamentos. James K. A. Smith, acertadamente, pontua que podemos ser tentados a pensar que “a explosão da indústria do casamento é uma boa notícia, como um sinal de que a nossa cultura começa a valorizar o casamento e a família”. Smith questiona, “Tudo isso não prova que a nossa sociedade valoriza o casamento mais do que nunca?” Ele responde: “Nem tanto. Na verdade, estimativas indicam que a receita da indústria do divórcio iguala a exibida pela indústria do casamento”.[1]
Noutras palavras, o facto de festas de casamento estarem em evidência não significa que a instituição casamento esteja. Na verdade, esse é um sinal do raiar da sociedade do espectáculo. Todo o casal sabe que embora a cerimónia seja significativa para um casamento, ela não representa a realidade da vida a dois. Mas não é o realismo conjugal que a indústria de “festas de casamento” vende. Ela anuncia o matrimónio como um espectáculo onde o amor é romântico o tempo todo, se materializa nas redes sociais como perfeito o tempo todo, deixando intencionalmente de lado algo que o brilho espectacular da cerimónia de casamento jamais mostrará: o árduo trabalho de manter um casamento.
A verdade é que casamento não combina com a sociedade do espectáculo. Casamento nunca foi e nunca será uma instituição recomendada para aqueles que vivem para o cultivo do seu próprio ego, aparência e notoriedade. A razão é simples: os propósitos do casamento são diametralmente opostos a todos eles. O propósito último do casamento é sacramental, isto é, reflectir o ser de Deus. Mais particularmente, Deus criou essa instituição como um sinal de uma realidade sublime: o amor que Jesus Cristo tem pela Sua Igreja.
Por definição, então, casamento é a instituição do sacrifício e não do conforto; é símbolo da nossa busca por essência e não combina com quem só se interessa por visibilidade. Casamento é uma escola que reprime as vaidades e ilusões. No matrimónio não importa “quem” você é ou quão respeitado você é pelos outros. A maior conquista de um homem é ser admirado pela mesma mulher todos os dias e vice-versa.
No matrimónio os cônjuges vêem-se como são e não como parecem ser. O casamento desafia-nos a amar o cônjuge não por quem eu gostaria que ele fosse, mas do jeito que é. Casamento só tem glamour para a indústria de casamentos, para a sociedade do espetáculo e não para casais comuns.
Talvez, uma das grandes verdades que precisam ser ditas sobre casamento hoje em dia é que o matrimónio foi idealizado pelo Criador, em primeiro lugar, para amadurecermos como seres humanos e não como um veículo para a felicidade. Entender esse princípio já é um excelente ponto de partida para reordenarmos as nossas expectativas a respeito do casamento.
Mais do que busca por felicidade, o casamento tem uma função moral na sociedade. Por meio de casais, Deus levanta novas gerações e novas civilizações. Todos os valores que uma sociedade precisa para prosperar encontram-se na rotina de uma vida em família: princípios morais, de fé, governo, relacionamento, limites, disciplina, tolerância, convivência, finanças, entre muitos outros. Casamentos fortes produzem sociedades fortes; sociedades frágeis são produto de casamentos arruinados. E, dentre vários outros factores, casamentos arruinados resultam de relações exageradamente romantizadas. Para o bem da igreja e da sociedade, precisamos parar de romantizar divórcios e o próprio casamento.
[1] Cf. James K. Smith. Você é Aquilo que Ama: O Poder Espiritual do Hábito. São Paulo: Vida Nova, 2017, pp. 161–164.
Fonte:


Valorize o que é mais importante

ÓRFÃOS DE PAIS VIVOS. - Portal Luz da Serra

Não são poucos aqueles que em nome do sucesso têm mergulhado de corpo e alma no trabalho entregando aqueles que deviam ser o seu bem mais precioso – os filhos – a terceiros. Se há coisa que o covid19 tem revelado é que grande parte dos pais vive para o trabalho e que as mães trabalhadoras já não se imaginam a fazer o papel mais nobre de todos: criar os seus próprios filhos. E, acredite, isso é uma tragédia.
Quantos não têm dedicado a maior parte do tempo das suas vidas ao trabalho?
Convencidos de que tudo o que precisam é de ganhar dinheiro suficiente para que não falte nada aos filhos, os pais demitem-se de exercer o seu papel e entregam-nos às amas, às creches, à escola, à TV e às novas tecnologias. Matam-se a trabalhar para lhes dar tudo e, de repente, o casamento morre, a família desmorona e deixam-nos sem nada… Depois, quais avestruzes, enfiam a cabeça na areia e queixam-se: “Como é possível que haja tanta violência nas escolas?” “Porque é que cada vez mais crianças se metem nas drogas?” “Porque é que os adolescentes são tão ofensivos, malcriados e violentos?”
Talvez porque: Famílias desfeitas produzem crianças dilaceradas e revoltadas.

De quem é a culpa?

Quando se aponta o dedo à família para afirmar que crianças, adolescentes e jovens, como os descritos acima, são o resultado da má educação dos pais, eu sou obrigada a reconhecer que é verdade (apesar de muitos pais serem obrigados a trabalhar de sol a sol para pagar a renda e e garantir as necessidades básicas), mas, também tenho salientar o facto desses filhos passarem mais tempo na Escola do que em casa e de estarem desprotegidos e expostos à indisciplina, desordem, violência e irresponsabilidade.
Hoje, naquele que muitos pais ainda consideram o lugar mais seguro do mundo, onde deixam os seus filhos para “socializar” e aprender, no lugar onde passam a maior parte do seu tempo de vida – a Escola – eles estão a ser doutrinados e radicalizados.
Para piorar o quadro, extenuados após uma semana de trabalho, os pais não brincam com os seus filhos nos dias em que estão de folga e raramente têm tempo para estar presentes, a tempo e horas, nos momentos mais importantes das suas vidas. Conversam cada vez menos, passam muito tempo nas redes sociais ou a jogar, seguem modelos famosos, youtubers… Em contrapartida, os filhos têm esquecido os seus progenitores, deixando-os sozinhos nos lares à mercê da solidão, da dor e do abandono.

Vale a pena?

Amado leitor, de que nos adianta ganharmos muito dinheiro e perdermos a nossa família?
A vida é efémera, passa com uma rapidez absurda e sem que percebamos os anos vão-se e com eles momentos preciosos que poderiam ter sido dedicados àqueles que deveríamos amar acima de nós mesmos: marido/esposa e filhos.
Posto isto, gostaria de lhe dar alguns conselhos:
  • Que tal deixar o trabalho no local de trabalho?
  • O que acha de  separar mais tempo para a sua família?
  • Já marcou viagem para rever os seus pais e passar tempo com eles?
  • Há quanto tempo é que eles não vêm os netos, pessoalmente?
  • Que tal dar aquele passeio com a sua esposa e os seus filhos?
  • E aquele fim-de-semana a dois?
Afinal, de que adianta ganhar muito dinheiro e perder o que realmente importa?



Aproveite e veja este pequeno filme em família:


Recasamento e os seus desafios familiares

Casamento em família – Pais&Filhos

A sua família inclui filhos de casamentos anteriores?
Se a sua resposta é “sim”, você é membro de um tipo de família singular. Talvez já tenha visto em filmes, séries, telenovelas e nas revistas cor-de-rosa histórias felizes de famílias em segundas núpcias (vamos chamar-lhe recasados) que trazem filhos do casamento anterior e nas quais os desafios são resolvidos em poucas horas, ou meses, dependendo do tempo que dure o enredo. No entanto, se você realmente faz parte de uma família de recasados, sabe o quão diferente e, às vezes, difícil pode ser a vida dessas famílias.
Misturar partes de famílias distintas num lar raramente é um processo fácil. As tradições familiares, os valores, os interesses e os estilos de cuidado paternos ou maternos são, muitas vezes, diferentes, logo, perguntas simples como: “Quem é que vai lavar a loiça hoje à noite?” ou “Onde é que passaremos o Natal?” podem degenerar rapidamente em conflitos.
Contudo, se você faz parte de uma família de recasados ou está prestes a fazer parte de uma, não perca a esperança. Deus “faz que o solitário more em família” (Sl 68.6), e isso inclui a sua nova família. É verdade que essas famílias enfrentam desafios singulares, porém, à medida que compreender quais são esses desafios e pedir ajuda a Deus, descobrirá que também existem bênçãos singulares a serem encontradas no seio da nova família.

Desafios únicos da família de recasados

Na língua inglesa, a palavra “step” – prefixo da palavra stepfamily cuja tradução em português é família de recasados – provém da palavra, em inglês arcaico, steop cujo significado é “perda”. Em todas as famílias de recasados, alguns dos membros perderam um relacionamento com o marido/esposa ou com um dos pais devido à morte ou ao divórcio. Perdas significativas fazem parte do cenário normal de uma família de recasados. Maridos perderam esposas, esposas perderam maridos, e filhos perderam a sua família que incluía o pai e a mãe biológicos.
  • Você sabe como essas perdas o impactam a si e os seus relacionamentos dentro da sua nova família? Como a perda impacta os outros na sua nova família?

Dentro de uma família de recasados, como é que o marido e a esposa são afectados pela perda?

Quando você se casa outra vez após a morte de seu marido/esposa, é fácil sentir-se culpada/o e a sua culpa pode impedi-lo de se comprometer por completo no seu novo casamento. Ou você pode criar uma imagem idealizada do seu falecido cônjuge à qual o seu novo cônjuge não consegue igualar-se. Casar novamente depois do divórcio pode resultar numa ira ou amargura prolongada que afecta o seu novo relacionamento. Isso torna-se especialmente difícil se o seu ex-marido/esposa está sempre por perto.

Dentro de uma família de recasados, como é que os filhos são afectados pela perda?

Se você é um filho que faz parte de uma família de recasados, também está lidando com a perda. Não importa o quão infelizes os seus pais biológicos estavam, provavelmente, você não queria que eles se divorciassem. Mesmo agora, você pode, em secreto, ter esperança de que os seus pais se reconciliem. É difícil perder a esperança e deixar outro pai ou outra mãe entrar na sua vida. Frequentemente, os filhos que passam pelo que você está a passar estão furiosos com os seus pais por eles terem desistido do casamento e ressentidos com o padrasto ou a madrasta por tornarem a reconciliação impossível. Para si, em vez de um novo começo, a vida na nova família significa viver em diversos lares, ter novos irmãos e aprender uma série de novas regras.
Ou, pode ser que um dos seus pais tenha morrido… Você experimentou uma das perdas mais terríveis que qualquer filho pode experimentar. Agora, aquele que ficou vivo está casado outra vez. Você sabe que ninguém poderia jamais substituir a pessoa que você perdeu… Sendo assim, simplesmente parece errado que a sua mãe ou o seu pai se case com outra pessoa. Ter um padrasto ou uma madrasta deixa-o irado, triste e confuso. Você quer que a sua mãe ou seu pai seja feliz, porém não sabe o que fazer com o seu sentimento de perda e dor.

Dentro de uma família de recasados, como é os pais são afectados pela perda?

Você é padrasto ou madrasta?
Então, também enfrenta muitos desafios. Muitas vezes, os seus enteados não o amarão automaticamente, não o aceitarão e não responderão à sua disciplina. Também é difícil ser pai biológico ou mãe biológica numa família de recasados. É tentador proteger os seus próprios filhos dos efeitos do divórcio ou da morte e lidar com a sua culpa em relação ao rompimento do seu casamento (ou o seu novo casamento depois da morte de seu cônjuge) sendo excessivamente tolerante.
Como resultado, o seu marido/mulher pode sentir-se desautorizado quando tentar fazer a função de pai ou mãe. Se ambos trouxeram filhos para o casamento, pode criar-se uma atmosfera corrosiva de favoritismo que divide a família em facções competitivas.

Espere pelas dificuldades

Você pode reconhecer algumas dessas dificuldades na sua nova família e, provavelmente, pode acrescentar-lhe os seus problemas particulares. Porém, em vez de ficar desanimado/a, saiba que: dificuldades são esperadas numa família que vivência perdas tão profundas.
A família de recasados não representa simplesmente duas pessoas que se unem em matrimónio; cada padrasto ou madrasta representa dois mundos – mundos de esperanças, sonhos, expectativas, hábitos, tradições, personalidades – unindo-se dentro do contexto da perda. As dificuldades da família de recasados não significam que você ou os membros da sua família são, de alguma maneira, problemáticos ou fracassados, mas sim que terão de aprender a pensar sobre questões que outras famílias não terão de pensar.
O texto foi extraído do livreto Ajuda para Família de Recasados, de Winston T. Smith, da Série Aconselhamento, lançamento de 
Agosto de 2018, da Editora Fiel.

Amado leitor:

Estou recasada há cerca de 24 anos. Trouxe dois filhos do meu 1º casamento e eles eram adolescentes quando, dez anos depois de me separar, voltei a casar. Apesar do meu marido ser uma pessoa maravilhosa, de sempre ter tentado ser amigo deles e não se impor como pai, não foi nada fácil. Passados três anos tive mais um filho, o 1º e único do meu marido, e os conflitos continuaram a existir. Houve, e ainda há, momentos muito tensos em que ser o fiel da balança não é tarefa fácil. Mas, posso dizer-lhe convictamente que se não fôssemos cristãos – eu e o meu marido – há muito que teria ido cada um para o seu lado.
O divórcio, ainda que doa e pareça a única saída, é sempre a saída mais fácil. Árduo, é manter o compromisso que fizemos perante Deus, resolver os conflitos, perdoar e seguir em frente. Numa sociedade onde o divórcio se tornou banal e a mudança de “companheiro” normal, arrisco dizer que é humanamente impossível manter o casamento sem que Deus seja a pedra angular sobre a qual o construímos.
PS: A AFC não é uma associação religiosa, mas eu sou cristã e partilho aquilo que acredito poder ajudar todas as pessoas, independentemente da sua fé, ou da inexistência dela.
Portanto, caso precise de ajuda no seu casamento, e antes que seja demasiado tarde para consertar, procure-nos.

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